← Política
1 pessoa lendo agora Política

Haddad diz que resistiu a virar a chave para ser candidato e que Tarcísio

Ana Luiza Albuquerque São Paulo Pré-candidato ao Governo de São Paulo , o ex-ministro Fernando Haddad ( PT ) afirmou nesta quinta-feira (7) que o estado de São Paulo

Haddad diz que resistiu a virar a chave para ser candidato e que Tarcísio
Ana Luiza Albuquerque
São Paulo

Pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que o estado de São Paulo estaria numa situação fiscal difícil não fosse o apoio do governo federal com a renegociação de dívidas. Disse, ainda, que o cenário estadual é preocupante.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição, é crítico da condução da política econômica do governo Lula (PT) e afirmou nesta semana que Haddad "quebrou o Brasil".

Leia no AINotícia: Panorama Político da Semana: Embates, Eleições 2026 e Gestão

"Ele [Tarcísio] não precisa agradecer, mas não precisa mentir. Fica quieto. Eu no lugar dele ficava quieto. Agora, mentir? Ganhou o que com isso?", disse Haddad durante palestra na Fundação Fernando Henrique Cardoso, no centro de São Paulo.

Haddad criticou a imprensa mais de uma vez, dizendo que não vê os jornais fazendo seu trabalho "em relação à administração Tarcísio". "Não vejo a imprensa dizer a verdade sobre o que está acontecendo, com a contundência que tratam os assuntos que nos dizem respeito. Não tem uma matéria sobre as finanças do estado de São Paulo", afirmou.

O ex-ministro também ironizou os editoriais da Folha. "Eu estava falando com uma pessoa que, só da Folha, teve 150 editoriais contados. Eu sempre acho graça. Porque, primeiro, ninguém lê. Segundo, é uma prova a meu favor." Leia também: Líder do governo na Câmara defende CPI do Master após operação da PF contra

Ele disse também que resistiu muito "a virar a chave" e decidir se candidatar em São Paulo, porque estava com a cabeça no plano nacional, "convencido que tinha que tentar elaborar um plano de desenvolvimento". Segundo Haddad, Lula conversou com ele por muitas horas, argumentando que precisava de um candidato forte no estado.

"Eu não tinha expectativa de encontrar o quadro que encontrei. Encontrei muitos problemas que pensei que já tivessem sido endereçados", afirmou, listando questões na segurança, na educação e na saúde.

"Há uma grande insatisfação na Polícia Militar, Civil, nos magistérios, com prefeitos. Questões estruturais, mudanças estruturais tomadas que vão dar trabalho reverter."

No plano nacional, Haddad disse que há condições de dar um salto importante, considerando a produção de biocombustíveis, as terras raras (grupo de elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia e na energia limpa) e as energias solar e eólica "abundante e muito baratas".

"A política que vai dizer se vamos aproveitar essa janela [de oportunidade] ou se vamos praticar o esporte nacional predileto, que é perder as oportunidades que se abrem", afirmou. Mais de politica

Ele disse ainda que está otimista sobre o futuro do país (segundo ele, as questões podem ser resolvidas em "dois, três anos, se não tiver gol contra"), mas afirmou temer percalços políticos. "O Brasil está vivendo um momento de repensar suas instituições. Temos um problema a ser endereçado na relação institucional."

Em relação à economia, o ex-ministro disse que sempre defendeu o superávit primário e que é preciso haver equilíbrio fiscal. Criticou o que chamou de "esquerda estereotipada", em referência a grupos ideológicos que negam a necessidade de qualquer limite de gastos. Afirmou, também, que o ajuste das contas pode ser feito de muitas formas (pelo aumento da receita, pelo corte nas despesas, ou por combinações). Leia também: Aliados de Nunes reclamam de post de Eduardo Bolsonaro sobre André do Prado ser candidato ao governo

"Todo mundo vai ter que colaborar na medida de suas forças. O sacrifício maior não pode ser de quem ganha um salário mínimo."

Em entrevista a jornalistas após o evento, Haddad disse que as pessoas não têm ideia a respeito de quem é o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Afirmou, também, que espera que a campanha mostre "como ele angariou esse patrimônio considerável que detém" e "quem são os amigos dele".

Em seguida, o ex-ministro emendou sua fala defendendo transparência nas investigações sobre o Banco Master. "As investigações estão sendo aprofundadas sobre os escândalos que o governo desbaratou, então tem havido uma compreensão maior de quem de fato é responsável por esses desmandos, quando surgiram esses desmandos, quem foram os responsáveis."

Como mostrou a Folha, integrantes do governo Lula estão buscando associar o senador ao caso Master após a Polícia Federal ter realizado operação contra o senador Ciro Nogueira (PP), aliado de Flávio, na manhã desta quinta.

Tópicos relacionados

Leia tudo sobre o tema e siga:

  • eleições
  • Eleições 2026
  • Eleições SP
  • Fernando Haddad
  • Lula
  • PT
  • São Paulo
  • São Paulo - Estado
  • Tarcísio de Freitas
  • Veja vídeos
  • Envie sua notícia
  • Erramos?
  • Ombudsman
Líder do governo na Câmara defende CPI do Master após operação da PF contra
Politica

Líder do governo na Câmara defende CPI do Master após operação da PF contra

Ler matéria →

Leia também