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grupos da copa do mundo 2026: o detalhe que mais repercutiu

O Mundial 'mais caro e mais politizado': 4 pontos importantes sobre a Copa do Mundo de 2026 - Author, Dan Roan - Role, BBC Sport - Published - Tempo de

grupos da copa do mundo 2026: o detalhe que mais repercutiu

O Mundial 'mais caro e mais politizado': 4 pontos importantes sobre a Copa do Mundo de 2026- Author, Dan Roan- Role, BBC Sport- Published- Tempo de leitura: 15 min " Simplesmente, o maior evento que a humanidade já viu. "

Foi assim que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, descreveu a Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino que começa nesta quinta-feira (11/6) nos Estados Unidos, México e Canadá. O dirigente máximo da organização descreveu este primeiro Mundial disputado em três países, com 48 seleções e 104 partidas, como a edição mais inclusiva, acolhedora e unificadora do torneio já promovida até hoje.

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Mas muitas outras pessoas usariam adjetivos diferentes. Esta poderá ser, por exemplo, a edição mais politizada, a mais cara, possivelmente a mais quente ou a mais poluidora. E, sem dúvida, a mais lucrativa para a Fifa.

Seja qual for o ponto de vista, o que parece certo é que, além do espetáculo dentro de campo, esta Copa do Mundo gigantesca poderá se tornar uma das mais controversas da história. Desde a polêmica sobre os custos para os torcedores e os impactos da geopolítica e das políticas migratórias até questões de segurança, condições meteorológicas extremas, sustentabilidade e o papel do presidente americano, Donald Trump, o megatorneio vem causando inquietação e entusiasmo na mesma medida. Mas quais sãos os maiores problemas?

Como chegamos até aqui? E o que está em jogo, além do troféu de campeão? Enquanto todos os olhares do mundo do futebol se voltam nesta quinta-feira (11/6) para a Cidade do México, frente ao jogo inaugural da Copa, os países anfitriões oferecem uma imagem clara do que irá tornar as próximas semanas tão fascinantes e, ao mesmo tempo, tão desafiadoras. Leia também: copa do mundo 2030: o detalhe que mais repercutiu

O lendário Estádio Azteca, marco do futebol mundial, faz história como o primeiro a receber a abertura de três Mundiais diferentes. As expectativas são imensas. Mas, da mesma forma que no seu vizinho do norte— os Estados Unidos, que receberão cerca de 75% das partidas —, o alto preço dos ingressos causa indignação.

O México também tem preocupações com a segurança, já que o país vem sofrendo muito com a violência dos grandes cartéis. Na capital mexicana, manifestantes derrubaram estátuas de jogadores relacionados à Copa do Mundo. E grupos de professores, exigindo melhores salários, ameaçam prejudicar as partidas se suas demandas não forem atendidas.

Já em Tijuana, no oeste do país, a presença da seleção iraniana é o maior exemplo das complexas tensões políticas que atingem a competição. A BBC detalha abaixo os principais pontos que fazem deste Mundial um dos mais controversos da história. 1.

Estados Unidos e Irã Além da sua enorme magnitude, a Copa do Mundo de 2026 não tem precedentes em vários outros aspectos. Nunca antes na história das Copas, por exemplo, um país anfitrião esteve em guerra com uma nação participante.

No mês passado, a Fifa confirmou a transferência da base de operações da seleção iraniana dos Estados Unidos para o México. Esta é mais uma consequência da campanha militar iniciada em fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, desencadeando represálias em todo o Oriente Médio. Apesar do cessar-fogo estabelecido no início de abril, os ataques entre as partes envolvidas permanecem até hoje. Mais de entretenimento

Nos últimos meses, a participação do Irã na Copa do Mundo esteve cercada de incertezas. Trump chegou a alertar que não seria "apropriada" a participação da equipe, "pela sua própria vida e segurança".

Seu enviado especial à região chegou até a sugerir a substituição do Irã pela Itália, tetracampeã do mundo, que não conseguiu se classificar para o Mundial. Agora, aparentemente, o Irã irá participar da sua quarta Copa consecutiva, mesmo que o país tenha acusado os Estados Unidos de negar vistos de entrada para alguns de seus dirigentes e membros da comissão técnica. Um funcionário do governo afirmou que os jogadores foram orientados a entrar e sair dos Estados Unidos no mesmo dia de cada um dos três jogos da fase de grupos.

Na terça-feira (9/6), a Federação Iraniana de Futebol anunciou que a designação de ingressos para seus torcedores na fase de grupos foi revogada. Para a entidade, a decisão "levanta sérias questões sobre a interferência de considerações não esportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo". A Fifa declarou estar trabalhando para "maximizar as oportunidades para que os torcedores iranianos assistam às partidas". Leia também: jogo do brasil amanha

Mas, considerando que, aparentemente, será proibido exibir a bandeira do Irã anterior à Revolução Islâmica nas sedes do torneio, os jogos da seleção iraniana serão carregados de tensões políticas— especialmente os dois primeiros, que serão disputados em Los Angeles, onde reside uma numerosa comunidade iraniana. 2. Restrições de entrada nos EUA

Já em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, Infantino havia indicado que a proibição de entrada de cidadãos de vários países de maioria muçulmana nos Estados Unidos seria incompatível com o regulamento da Copa e poderia frustrar as aspirações do país de receber a edição de 2026. " Evidentemente, em relação às competições da Fifa, qualquer equipe que se classificar para o Mundial precisa ter acesso ao país, incluindo seus torcedores e dirigentes", alertou Infantino.

" Do contrário, não há Mundial. "

Mas as políticas migratórias aplicadas por Trump durante seu segundo mandato levarão os torcedores de quatro países participantes a enfrentar proibições totais ou parciais de viagem: Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim. A Casa Branca credita a tomada desta medida à necessidade de administrar ameaças de segurança. Uma análise realizada pela BBC revelou que os torcedores de mais de 25% dos 48 países participantes da Copa do Mundo enfrentam proibições de viagem, restrições mais rigorosas ou altos índices de negação de vistos.

No mês passado, foram concedidas exceções aos visitantes de cinco países participantes da Copa: Argélia, Senegal, Costa do Marfim, Cabo Verde e Tunísia. Eles foram liberados da obrigação de depositar uma caução de até US$ 15 mil (cerca de R$ 77 mil) para obter o visto de entrada nos Estados Unidos. No último fim de semana (6-7/6), a Associação Internacional da Imprensa Esportiva denunciou "um problema persistente e inaceitável para nós, jornalistas: a negação de vistos de entrada a colegas devidamente credenciados".

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