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Grupo liberal Livres propõe 'shutdown' parcial no Brasil

O Caderno de Políticas Públicas de 2026 do grupo liberal Livres propõe a paralisação de parte dos gastos públicos, quando o orçamento não for aprovado ou regras das

Grupo liberal Livres propõe 'shutdown' parcial no Brasil

O Caderno de Políticas Públicas de 2026 do grupo liberal Livres propõe a paralisação de parte dos gastos públicos, quando o orçamento não for aprovado ou regras das contas públicas forem descumpridas —em uma espécie de "shutdown" parcial.

Vista aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde estão as sedes dos Três Poderes e os principais prédios do Executivo - Pedro Ladeira/Folhapress

Segundo a organização, a ideia não é paralisar serviços essenciais, mas impedir que Executivo e Legislativo driblem regras fiscais, abrindo exceções no orçamento público. Leia também: Um quinto dos países que se democratizaram reelegeu ditadores ou seus filhos

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"Hoje, a irresponsabilidade fiscal não fica com quem cria o problema. Ela aparece para o cidadão em juros mais altos, menos investimento e serviços públicos piores. A proposta é fazer a máquina pública sentir o custo de descumprir a própria lei", afirma Magno Karl, cientista político e diretor executivo do Livres.

O termo shutdown é usado nos Estados Unidos para definir o apagão econômico que ocorre quando o Congresso não aprova o orçamento federal dentro do prazo. Em outubro do ano passado, o presidente americano, Donald Trump, enfrentou o shutdown mais longo da história do país. Mais de politica

A paralisação, que durou 43 dias, superou com folga o recorde anterior de 35 dias, registrado durante seu primeiro mandato, em 2018. A medida levou à suspensão temporária de centenas de milhares de servidores federais —enquanto aqueles considerados essenciais foram obrigados a trabalhar sem remuneração. No Brasil, a Constituição determina que os congressistas só podem sair de férias após a aprovação do orçamento do ano seguinte, mas a regra já foi descumprida. No caso mais recente, de 2024, o Congresso encerrou o ano legislativo sem votar a LOA (Lei Orçamentária Anual) devido a impasses sobre o pagamento de emendas parlamentares. O texto só foi aprovado em março de 2025. Leia também: Um quinto dos países que se democratizaram reelegeu ditadores ou seus filhos

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