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Governo vai recorrer de decisão do TCU que suspende crédito consignado do INSS

Publicidade O governo vai recorrer nesta segunda-feira da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou ao INSS suspender imediatamente novos empréstimos

Governo vai recorrer de decisão do TCU que suspende crédito consignado do INSS

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O governo vai recorrer nesta segunda-feira da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou ao INSS suspender imediatamente novos empréstimos consignados, incluindo averbações nas modalidades de cartões de crédito consignado e benefício.

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Na semana passada, a Corte de Contas determinou a suspensão imediata de novas concessões de crédito consignado nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefício. O acórdão aponta para indícios de relevantes de fraudes e falhas nessas operações ligadas ao INSS.

Foi determinado um prazo de 45 dias para que o INSS, e Dataprev (responsável pelo sistema), implementem 8 medidas de mecanismos de controle. Leia também: Lula assina Desenrola 2.0 e prepara encontro com Trump nos EUA

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A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, disse que a medida do Tribunal foi “drástica”, e que impacta diariamente cerca de R$ 200 milhões de crédito que são contratados no consignado.

— Hoje o governo já deve entrar no tribunal pedindo a suspensão da cautelar, porque as razões estabelecidas já estão bastante adiantadas. Das oito medidas que o TCU solicita, seis já estão praticamente prontas para serem implementadas pela Dataprev, e duas delas precisam dos bancos, que também estão tendo uma reunião hoje para equacionar esse assunto — disse na coletiva.

Nesta segunda, o governo anunciou mudanças no INSS no âmbito do novo programa de renegociação de dívidas. O comprometimento da renda vai cair de 45% para 40%, mas o prazo para pagamento do empréstimo será ampliado para 108 meses.

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Acabam os 10% de margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios (5% e 5%). O limite de consignação total que antes era de 45% (5% do cartão de crédito, 5% do cartão de benefícios e 35% geral) passa a ser de 40%, limitando a participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada.

Além da redução de 45% para 40%, haverá redução gradual da margem consignável de 2 pontos percentuais ao ano até atingir 30%. Leia também: Governo regulamenta saída voluntária do Bolsa Família; veja como pedir

A ministra da Casa Civil disse nesta segunda que as mudanças dialogam com as preocupações apresentadas pelo TCU.

Em nota divulgada nesta segunda,a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) publicou, junto a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Zetta, associação que representa fintechs, manifestaram preocupação com a decisão cautelar do Tribunal.

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Agência O Globo

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