Publicidade
O governo está convencido de que terá que negociar com o Congresso Nacional para conseguir aprovar a proposta que acaba com escala 6×1. Por isso, segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o Executivo já discute uma regra de transição para reduzir a jornada atual de 44 horas semanais para 40 horas — que vai significar, na prática, cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado.
Leia no AINotícia: CEO do Standard Chartered
O prazo dessa transição ainda não está definido, mas pode ser de até três anos, sendo duas horas a menos no primeiro ano de vigência da PEC e uma hora nos dois seguintes. As negociações são feias com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Leia também: Líderes da Câmara pedem a retirada de proposta de transição de 10 anos na PEC
Além disso, para evitar corte no salário, a hora cortada e não trabalhada seria paga, mas sem incidir nas demais verbas trabalhistas, como férias, 13º, FGTS, por exemplo. A ideia é defendida pelo relator e pode ser outra concessão a ser feita pelo governo, disse um técnico a par das discussões
A expectativa é que o relatório da PEC seja apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) na próxima segunda-feira, mas o texto ainda depende de negociações, que devem ocorrer, inclusive no fim de semana.
O martelo será batido pelo presidente Lula e pelo presidente da Câmara dos Deputados, após conversas com os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, da Fazenda, Dario Durigan e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior.
O relator defendeu nesta quarta-feira que trabalhadores que ganham acima de R$ 16 mil fiquem de fora do novo limite de jornada, sob o argumento de levar para Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pessoas contratadas como pessoa jurídica, sem os mesmos direitos dos demais trabalhadores. Mais de economia
Continua depois da publicidade
Contudo, a medida não tem apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo técnicos da pasta, não há garantia de que a medida vá reduzir a chamada pejotização. Leia também: Lula assina MP para motoboys
O governo defende que o relatório mantenha a escala 12×36, utilizada por trabalhadores da saúde e demais regimes por escala. A estratégia é que esses regimes possam ser negociados em acordos e convenções coletivas com os sindicatos das categorias.
Além da PEC que trata do fim da escala 6×1, há no Congresso um projeto enviado pelo Executivo ao Legislativo com teor semelhante. Mas de forma reservada, integrantes do Executivo avaliam que o projeto perdeu prioridade porque a PEC está em estágio mais avançado.
Tópicos relacionados
- Política
- Escala 6x1
- Fim da escala 6x1
- Política
Agência O Globo
Leia também no AINotícia
- Quina hoje, concurso 7030: Confira o resultado sorteado nesta quarta (20)Economia · 1h atrás
- Nunes Marques alerta para risco de “mentiras otimizadas” por IA nas eleiçõesEconomia · 3h atrás
- Banco do Brasil aprova R$ 340,7 mi em JCP relativos ao 2º triEconomia · 4h atrás
- Ibovespa fecha com maior alta desde o início de abril; dólar desceEconomia · 5h atrás

