Google é alvo de críticas após mudança no reCaptcha Novo sistema de verificação por QR Code teria dificultado o acesso a sites para usuários de Android sem serviços do Google, como GrapheneOS e CalyxOS. Novo sistema de verificação por QR
Code teria dificultado o acesso a sites para usuários de Android sem serviços do Google, como GrapheneOS e CalyxOS. No fim de abril, o Google anunciou uma mudança no reCaptcha: o sistema de verificação passou a exibir QR Codes para confirmar se o usuário é humano.
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A alteração, porém, vem sendo criticada por desenvolvedores de sistemas Android sem serviços do Google, como GrapheneOS e CalyxOS, que afirmam que o novo método dificulta o acesso a milhões de sites sem a instalação do Google Play Services. Segundo o Google, a mudança faz parte de uma tentativa de conter robôs e agentes de IA na web, exigindo que o usuário leia um QR Code com o celular.
O problema é que, na prática, o novo método estaria bloqueando o acesso de pessoas que optaram por remover ferramentas do Google de seus dispositivos. Vale lembrar que o Android é um sistema com código aberto. A mudança gerou repúdio em parte da comunidade.
A equipe de desenvolvimento do GrapheneOS declarou que a exigência é uma manobra anticompetitiva. Os desenvolvedores apontam que o modelo apenas trava os usuários em um duopólio móvel, forçando o uso de APIs da Apple ou do Google, o que afeta até mesmo o acesso a serviços bancários e governamentais na União Europeia. No mesmo sentido, a publicação International Cyber Digest apontou que o Google passou a tratar a privacidade de dados como “comportamento suspeito por padrão”. Leia também: Personalidades da tecnologia ganha destaque após novo desdobramento em
O CEO e cofundador do navegador Brave, Brendan Eich, reforçou as críticas. Ele defendeu que os serviços na web não deveriam proibir o uso de hardware e sistemas operacionais independentes. Money shot:
“Services shouldn't ban people from using arbitrary hardware and operating systems in the first place. Google
's security excuse is clearly bogus when they permit devices with
no patches for 10 years… It's for enforcing their monopolies via GMS licensing, that's all. Mais de tecnologia
” https://t.co/Eg16JoWb4L — BrendanEich (@BrendanEich) May 10, 2026 Quando o sistema detecta uma atividade de navegação suspeita, em vez de exibir os tradicionais quebra-cabeças visuais — como pedir para o usuário identificar fotos de motos ou faixas de pedestres —, a ferramenta passa a mostrar um QR
Code na tela. O usuário precisa, então, escanear esse código com a câmera do smartphone para comprovar sua “identidade humana”. A alteração faz parte do pacote Google Cloud Fraud Defense, apresentado durante o evento Cloud Next.
A evolução chega especialmente para tentar identificar, classificar e barrar agentes autônomos de IA suspeitos na web, contando com recursos como o Web Bot Auth (que verifica se um bot é legítimo) e o SPIFEE (que fornece identidade para autenticação). O obstáculo são os requisitos técnicos. Leia também: Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil
Documentações de suporte da empresa deixam claro que, para concluir a leitura do código no Android, o aparelho precisa estar rodando a versão 25.41.30 ou superior do Google Play Services. Dispositivos da Apple também estão inclusos na exigência, necessitando o iOS 15 ou mais recente. Vale mencionar que a base para essa exigência não é tão nova assim.
Buscas no Internet Archive e discussões no Reddit revelam que a página de suporte já listava a exigência do Google Play Services de forma oculta desde outubro de 2025, rodando silenciosamente em segundo plano antes que a mudança fosse oficialmente anunciada. A polêmica atual relembrou uma tentativa semelhante em 2023. Na época, o Google propôs uma tecnologia que daria aos sites o poder de decidir quais dispositivos eram “suficientemente reais” para acessar a web.
A proposta também enfrentou forte resistência, sendo abandonada pela empresa. Especialistas apontam que, três anos depois, a mesma ideia retornou e pode complicar a vida de quem escolhe não utilizar os serviços do Google, bloqueando o tráfego legítimo em milhões de sites. {{ excerpt | truncatewords: 35 }} {% endif %
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