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Ler matéria →Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA Gastos em 2026 já somam o dobro do registrado no mesmo período de 2025. Dívida ligada à infraestrutura de IA pode alcançar US$ 1,2 trilhão até 2028. Resumo- As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026, segundo estimativa do banco Morgan Stanley.
- O banco avalia que as quatro principais empresas do setor devem ultrapassar US$ 1 trilhão em 2027.- As emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões até 31 de maio. As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões (cerca de R$ 2.9 trilhões) em dívidas ligadas à inteligência artificial em 2026, segundo estimativa do banco estadunidense Morgan Stanley.
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O valor é mais que o dobro do volume registrado no ano passado. O movimento é puxado pelas chamadas hyperscalers, grupo que inclui Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e Meta, que buscam mais dinheiro no mercado para financiar a expansão de data centers, servidores, chips e gastos com energia. Segundo os números do relatório, citados pela Reuters, até 31 de maio as emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões (R$ 1,2 trilhão), metade do que é previsto para o ano, e quatro vezes mais que no mesmo período de 2025.
Salto nos gastos com infraestrutura A IA generativa exige uma estrutura física enorme para treinar e rodar modelos. Por isso, os investimentos das companhias em centros de dados cada vez maiores, chips dedicados à IA, sistemas de refrigeração e contratos de energia capazes de sustentar o consumo seguem subindo.
O Morgan Stanley estima que as quatro principais empresas do setor devem gastar cerca de US$ 700 bilhões neste ano, e podem ultrapassar US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027. O banco observa ainda que o financiamento para empresas desenvolvedoras de chips está migrando para acordos de curto prazo. Uma projeção passada do banco Barclays sugere que os gastos com infraestrutura para a tecnologia cheguem a US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões) até 2028, segundo a Bloomberg. Mais de tecnologia
Além de comprar equipamentos, as empresas também estão fechando contratos longos para garantir capacidade futura de data centers e fornecimento de energia. Esses acordos ajudam a acelerar a expansão, mas criam compromissos financeiros para os próximos anos. Big techs emitem dívidas fora dos EUA Leia também: Tecnologia: O que movimentou a semana em iPhones, Internet e E-sports
Para levantar os recursos, as big techs também passaram a emitir dívidas fora dos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, empresas como Alphabet e Amazon fizeram operações recentes em mercados como Japão, Canadá e Suíça. De acordo com a agência, com tanta oferta de dívida, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar os papéis.
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