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Gerson diz que contrato com Flamengo servia para 'driblar encargos e burlar a lei' e acusa clube de calote de R$ 6,3 milhões

O volante Gerson prometeu ir à Justiça do Trabalho contra o Flamengo, alegando que o contrato com o clube servia para driblar encargos e burlar a lei

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Gerson diz que contrato com Flamengo servia para 'driblar encargos e burlar a lei' e acusa clube de calote de R$ 6,3 milhões

O volante Gerson prometeu ir à Justiça do Trabalho contra o Flamengo, alegando que o contrato com o clube servia para driblar encargos e burlar a lei. Em petição enviada à Justiça do Rio de Janeiro na noite da última quarta-feira (1), Gerson explicou como foi o procedimento de assinatura do papel manuscrito, o que ocorreu 5 dias após a eliminação do Flamengo do Mundial de Clubes, após derrota por 4 a 2 contra o Bayern de Munique. O volante também disse que foi orientado pelo próprio clube a escrever uma carta assinada à mão com um pedido de demissão, de modo a viabilizar sua transferência para o Zenit, da Rússia. Leia também: São Paulo pagará R$ 10 milhões a Oscar em rescisão parcelada

Detalhes do Caso

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Também acusou o Rubro-Negro de lhe fazer assinar recibos sem pagar premiações e de ter descumprido com uma obrigação de pagar R$ 6.304.999,92 em luvas, segundo apuração do ESPN.com.br. Segundo o Flamengo, aquele papel manuscrito de pedido de demissão seria “mera praxe interna do clube para cumprir questões burocráticas” e que não prejudicaria em nada a rescisão amigável e o acordo celebrado entre o CRF, o clube russo e o próprio atleta", disse Gerson. Esse documento agora vem sendo usado pelo clube para embasar uma cobrança de multa de R$ 42,750 milhões contra o atleta.

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"Como não há como fugir da Lei cósmica da semeadura - colhe-se o que se planta -, o atleta, que, frise-se, desde logo, nunca quis litigar contra o CRF, não vê outra saída senão, num futuro breve, fazer valer os seus Direitos Trabalhistas violados", continuou Gerson, que concluiu dizendo que assinou "vários outros documentos e instrumentos contratuais sem data e na mais pura confiança ao Flamengo". A defesa de Gerson também acusou o Flamengo de nunca explorar sua imagem de forma alguma, acrescentando que o contrato por direitos de imagem serviu apenas para driblar encargos trabalhistas e burlar a lei. "Em 03/07/2025, Gerson foi orientado pelo seu pai, o Sr. Marcos Antônio dos Santos, a assinar um papel manuscrito pelo próprio Sr. Marcos, que, por sua vez, foi orientado pelo Departamento de Recursos Humanos do Flamengo.

Porém, ainda segundo o atleta, o documento foi assinado sem qualquer desconfiança, "sob a falsa alegação de que seria um documento de praxe", e só agora o meio-campista percebeu que, segundo ele, foi traído pela diretoria do clube. "Sem desconfiar no dolo do seu próprio Empregador, por inexperiência negocial e confiando que tudo transcorreria como na sua 1ª passagem pelo Flamengo, Gerson assinou o documento manuscrito eivado de vício de consentimento, dolo e lesão", apontou. "Todos os envolvidos na negociação sabiam - e sabem - que a transferência do Gerson para o futebol russo foi consensual, ou seja, uma rescisão amigável do vínculo jurídico-trabalhista-desportivo", acrescentou o jogador. Leia também: Corinthians decide punir Allan após expulsão por gesto obsceno no Maracanã e debate detalhes com jurídico Mais de esporte

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Também disse que o Rubro-Negro o fez assinar um recibo de pagamento de premiação sem data e que nunca foi paga, além de descumprir com a obrigação de pagar R$ 6,3 milhões em luvas.

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