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A Gerdau (GGBR4) voltou ao foco dos investidores após aparecer entre os papéis mais “esticados” do Ibovespa, segundo a leitura do Índice de Força Relativa (IFR). Na medição mais recente, o indicador marcou 73,34 pontos, em patamar de sobrecompra — nível que, normalmente, sinaliza que, após uma valorização mais intensa, o ativo pode entrar em um movimento de correção técnica no curto prazo. Em 2026, a ação acumula alta de 11,48%, enquanto, no intervalo de 12 meses, o ganho chega a 52,43%.
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Na direção contrária, a Suzano (SUZB3) figura entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 25,14 pontos, dentro da zona de sobrevenda. Esse quadro pode indicar uma assimetria potencialmente favorável ao investidor, embora ainda demande cautela diante do comportamento recente dos preços e da falta de gatilhos mais consistentes que sustentem uma recuperação mais firme. Em 2026, o papel registra queda de 14,78%, enquanto, no acumulado de 12 meses, ainda apresenta recuo de 11,05%.
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IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda. Leia também: Irã: interferência dos EUA em novo regime de Ormuz seria violação de cessar-fogo
Na prática, esse quadro sugere que a Gerdau (GGBR4) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Suzano (SUZB3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Usiminas (USIM5), Gerdau (GOAU4), Eneva (ENEV3) e Petrobras (PETR3).
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Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Klabin (KLBN11), Yduqs (YDUQ3), Cyrela (CYRE3) e Minerva (BEEF3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Análise técnica Gerdau (GGBR4)
A Gerdau (GGBR4) segue com trajetória de valorização no curto prazo, sustentada por um movimento recente consistente desde o teste do suporte em R$ 16,79. No gráfico diário, observo o ativo negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés positivo e reforça a predominância do fluxo comprador neste horizonte. Na última sessão, o papel avançou 0,67%, encerrando a R$ 22,61, após oscilar entre a mínima de R$ 22,43 e a máxima de R$ 22,95. Mais de economia
Apesar do cenário mais favorável, já identifico sinais de maior esticamento, com o preço mais distante das médias móveis, enquanto o IFR (14) atinge 73,34, em zona de sobrecompra. Esse contexto eleva a chance de ajustes pontuais ou até de um período de consolidação no curto prazo, embora, até o momento, não haja evidências técnicas claras de reversão da tendência predominante.
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Para a continuidade da alta, entendo que será importante monitorar um possível rompimento da faixa de resistência em R$ 23,10/R$ 23,95, região que pode destravar novas projeções altistas. Em contrapartida, uma correção mais relevante tende a ganhar força caso o ativo perca a região das médias móveis, mantendo no radar os suportes mais próximos. Leia também: Irã adverte EUA e eleva tom após plano de escolta de navios presos no Estreito
Resistências: R$ 23,10; R$ 23,95 (máxima histórica); R$ 24,55; R$ 25,35; 27,25.
Suportes: R$ 21,08; R$ 20,24; R$ 19,99; R$ 18,99; R$ 17,68; R$ 16,79.

Análise técnica Suzano (SUZB3)
A Suzano (SUZB3) segue inserida em uma tendência de baixa no curto prazo. No gráfico diário, observo o ativo negociando abaixo das médias móveis, configuração que reforça a predominância do fluxo vendedor. Na última sessão, o papel recuou 2,18%, encerrando o pregão cotado a R$ 43,84.
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A leitura técnica permanece negativa, enquanto o IFR (14) marca 25,14, em região de sobrevenda — condição que pode abrir espaço para um repique técnico ou até períodos de consolidação no curto prazo. Ainda assim, o gráfico, por ora, não apresenta sinais consistentes que indiquem reversão da tendência principal.
Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, entendo que será necessário superar, inicialmente, a resistência em R$ 44,68 e, sobretudo, a faixa de R$ 48,74. Por outro lado, a pressão vendedora tende a se intensificar caso haja o rompimento do suporte em R$ 43,06/R$ 41,86.

Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
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