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Gasolina de má qualidade e outros 3 motivos que explicam a onda de protestos na

Gasolina de má qualidade e outros 3 motivos que explicam a onda de protestos na Bolívia Crédito, Reuters Article Information Author, Ayelén Oliva Role, Da BBC News Mundo

Gasolina de má qualidade e outros 3 motivos que explicam a onda de protestos na
Gasolina de má qualidade e outros 3 motivos que explicam a onda de protestos na Bolívia
Manifestantes correm durante uma marcha exigindo a renúncia do presidente boliviano Rodrigo Paz, em 18 de maio de 2026, em La Paz, Bolívia.

Crédito, Reuters

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    • Author, Ayelén Oliva
    • Role, Da BBC News Mundo
  • Published Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 6 min

Incêndios, fogos de artifício e pichações contra o presidente Rodrigo Paz surgiram nesta semana na Plaza Murillo, em La Paz — sede de alguns dos principais escritórios do governo da Bolívia.

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Os setores mais críticos, incluindo agricultores e trabalhadores ligados a organizações sociais associadas ao ex-presidente Evo Morales (2006-2019), chegam a pedir a renúncia de Paz.

Os protestos, que começaram há mais de três semanas com bloqueios de estradas, se intensificaram e afetam o cotidiano de grande parte da população boliviana, que sofre com a escassez de alimentos, combustível e medicamentos.

Legenda da foto, Os manifestantes picharam slogans no centro de La Paz com a mensagem "Fora Rodrigo Paz"

"O presidente é teimoso, não quer ouvir nada, as pessoas estão revoltadas", afirmou Eddy, um motorista particular em La Paz que diz ter votado em Rodrigo Paz na última eleição, à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).

Os protestos mascaram um profundo descontentamento com Paz entre aqueles que votaram no presidente, mas sentem que, em seu primeiro mandato, ele não está atendendo às suas demandas.

"A novidade é que esta é uma mobilização multissetorial que adota uma postura abertamente desestabilizadora, que não se limita mais a pedir demandas específicas, mas sim a exigir a renúncia do presidente", disse a cientista política Luciana Jáuregui à BBC News Mundo.

O departamento de Estado dos EUA descreveu a situação na Bolívia como uma "crise humanitária" e classificou os protestos como "ações destinadas a desestabilizar o governo democraticamente eleito de Rodrigo Paz". A Argentina enviou uma aeronave militar de sua Força Aérea "para realizar pontes aéreas para o transporte de alimentos", enquanto o presidente colombiano, Gustavo Petro, descreveu a situação como um "levante popular".

Uma mulher faz compras em um supermercado em meio à escassez de alimentos causada por bloqueios de estradas durante protestos contra o governo do presidente Rodrigo Paz, em La Paz, Bolívia, em 18 de maio de 2026.

Crédito, Reuters Mais de mundo

1. Propriedades rurais

Os protestos começaram no final de abril, depois que o presidente Paz anunciou uma reforma agrária com o objetivo de transformar pequenas propriedades rurais em propriedades de médio porte.

A Lei 1720 autorizou o Instituto Nacional de Reforma Agrária a converter uma pequena propriedade rural em uma propriedade de médio porte, desde que o proprietário o solicite voluntariamente.

Segundo o governo, o objetivo da medida é permitir que os proprietários de pequenas propriedades rurais as utilizem como garantia para obter crédito e, assim, reativar investimentos. Leia também: Waldirene, a 1ª mulher trans a passar por cirurgia de redesignação sexual no

No entanto, diversos grupos camponeses interpretaram a medida como uma tentativa de promover a venda de terras agrícolas para grandes proprietários.

Policiais de choque removem pedras de uma estrada bloqueada por manifestantes rurais em Lipari, departamento de La Paz, Bolívia, em 16 de maio de 2026.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Os bloqueios de estradas estão afetando o fornecimento de alimentos, medicamentos e combustível

A Federação Camponesa Túpac Katari, apoiada pela Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do país, bloqueou importantes rodovias em mais de 30 pontos, paralisando efetivamente a nação.

"Todas as estradas estão bloqueadas. As pessoas estão muito revoltadas", afirma o motorista Eddy.

Em resposta aos protestos, o presidente revogou a iniciativa na semana passada.

2. Baixos salários

Professores urbanos participam de uma marcha em La Paz, Bolívia, em 29 de abril de 2026.
Legenda da foto, Os professores foram os primeiros a se manifestar, exigindo melhorias salariais

3. 'Gasolina de má qualidade'

Uma imagem aérea mostra caminhões enfileirados após ficarem parados por dias, enquanto manifestantes bloqueavam uma rodovia principal exigindo a renúncia do presidente Rodrigo Paz em meio a uma crise econômica e de combustíveis, em Apacheta, Bolívia, em 13 de maio de 2026.
Legenda da foto, Uma fila de caminhões aguarda na estrada para poder passar pelos bloqueios

4. Reforma constitucional

Protestos no centro de La Paz, Bolívia, em 18 de maio de 2026.
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