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Games se adaptam a consumo de conteúdo com histórias mais curtas

Esta é a edição da Combo, a newsletter de games da Folha

Games se adaptam a consumo de conteúdo com histórias mais curtas

Depois da mudança na qual consumimos conteúdos como filmes, séries e vídeos, chegou o momento em que os games também são transformados em meio a formas mais rápidas de consumo. Cada vez mais é possível ver títulos com partidas menores, histórias mais diretas e objetivas, além de novos formatos de organização dos enredos nos lançamentos recentes. Os novos formatos surgem diante da disputa constante pela atenção do jogador, independentemente da faixa etária.

Entre os destaques de novos lançamentos com conteúdo mais curto está "Dispatch", dividido em capítulos de pouco mais de uma hora, cada. Entre outros que se adaptaram estão "League of Legends", antes conhecido por longas partidas e que agora pode chegar a 15 minutos de rodada, e "EA FC", jogo de futebol que desde 2025 possui um "Modo Rush", com equipes e campo menores em contraposição às partidas clássicas. Por um lado, desenvolvedoras citam respeito ao tempo dos jogadores, especialmente os adultos, que possuem menos disponibilidade para histórias longas.

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Por outro, a mudança pode prejudicar a construção de enredo, que passa a ser mais superficial para manter o jogador no game. A mudança na forma como se presta atenção em determinado conteúdo tem relação com as redes sociais. O surgimento e a popularização dos vídeos curtos, impulsionados pelo TikTok e Instagram Reels, impulsionaram formatos em que o estímulo deve ser entregue ao usuário em poucos segundos.

Este comportamento, então, desprivilegia histórias mais longas contadas em programas de televisão, filmes e videogames. Títulos com grandes tempos de jogatina, acima das 60 horas, deixam de ser atrativos para a maioria do público, por demorarem demais a recompensar o jogador. Sessões de jogatina curta já eram conhecidas entre os jogadores, seja em jogos de futebol, seja em modalidades de ação.

Mesmo os antigos "Fifa" e "PES" tinham ajustes de partida para dois ou três minutos, com os relógios de tempo correndo para contemplar a configuração do usuário. Histórias curtas, e boas histórias curtas, também são conhecidas. Os games da franquia "Resident Evil" são, em geral, curtos, com uma média de oito a 12 horas de tempo gasto no enredo. Leia também: Record Aposta em "A Fazenda" ao Vivo aos Domingos

Produções faseadas também podem ser aproveitadas em sessões pequenas, com uma ou duas rodadas jogadas. O boom de histórias menores, entretanto, pode servir para oferecer experiências menos estruturadas aos jogadores. Se o público não possui mais paciência para se ambientar no enredo, por exemplo, por meio de tutoriais ou fases lentas, as empresas apelam para histórias mais rápidas, menos imersivas, apenas pela atenção do jogador.

O resultado pode levar a uma superficialidade geral dos games, apenas com conteúdo suficiente para engajar o usuário, sem abordar temas importantes ou sensíveis dentro de uma experiência imersiva. Franquias como "The Legend of Zelda", por exemplo, seguem como sucessos, mas agora nadam contra a corrente de lançamentos mais curtos. Para ser concluída com todos os itens, o "Tears of the Kingdom", última sequência da série da Nintendo, pode chegar a mais de 210 horas de jogo:

são oito dias seguidos ou um mês de trabalho em uma jornada semanal de 42 horas. A mais recente aposta em um jogo longo é "GTA 6", que será lançado em novembro. Ele promete, ao menos para os compradores da versão completa, cerca de 50 horas para a história, fora outros itens e formatos de jogo adicionais.

Segundo Bruna Simões, executiva-chefe da empresa de jogos e soluções gamificadas Thunder Games, ainda há espaço para experiências longas se houver alto nível de qualidade, profundidade e imersão. " O lançamento pode funcionar como um importante termômetro para entender até que ponto a lógica do consumo rápido realmente domina o comportamento atual dos jogadores", afirma Simões.

Para a empresária, as desenvolvedoras passaram a buscar retenção dos jogadores, mantendo graus de acessibilidade e profundidade para públicos distintos. " Enquanto parte da indústria aposta em experiências rápidas e altamente dinâmicas, outra parcela continua investindo em jogos capazes de construir conexões mais duradouras com suas comunidades. Mais de entretenimento

" Play dica de game, novo ou antigo, para você testar Ninja Gaiden: Ragebound (Nintendo Switch, PC, PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X|S) "

Ninja Gaiden "

é um destes jogos clássicos, que vem desde o NES (Nintendo Entertainment System, o primeiro console da Nintendo) e é amplamente conhecido entre os jogadores. O lançamento de "Ninja Gaiden: Ragebound" tenta introduzir o título para novos públicos e agradar os saudosistas. O game quer reviver o 2D da série, e o jogador assume o papel de Kenji Mozu, ninja em treinamento que deve impedir uma invasão demoníaca na Terra. Leia também: Maurício Pereira lança disco após aceitar que nunca seria um autor descomplicado

Ele se encontra com Kumori –ambos são rivais, mas se juntarão espiritualmente para acabar com as ameaças no planeta apesar das diferenças e tradições. O visual é muito bonito e as animações são bem feitas. O game acaba sendo um conforto ao usuário experiente, com a qualidade e maestria que a franquia sempre teve.

Update novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa Jogadores pararam de se preocupar com especificações técnicas, afirma Miyamoto O produtor da Nintendo Shigeru Miyamoto afirmou à revista japonesa Famitsu que o público se preocupa cada vez menos com a potência dos dispositivos que consomem. O designer disse que as pessoas buscam dispositivos com capacidade de reproduzirem os jogos que compram sem maiores problemas, e que a gigante japonesa tem vantagem sobre este tipo de pensamento por oferecer experiências existentes apenas nos aparelhos que vendem.

" Temos a vantagem de ser capazes de responder rapidamente e ter um alto nível de liberdade, porque só exigimos uma arquitetura e suporte para um único hardware. " Dona do Mario diz não precisar repassar reembolso de tarifas dos EUA a consumidores

A Nintendo afirmou que não pretende repassar eventuais ganhos com o reembolso de tarifas do governo Donald Trump ao consumidor. A dona do Mario se refere às taxas globais implementadas pelo republicano e derrubadas pela Suprema Corte americana em fevereiro. Segundo a empresa, que é processada para devolver valores aos compradores de Switch 2, os usuários "receberam exatamente aquilo que pediram e pelo que pagaram", Ainda, a Nintendo diz não ter repassado os custos das taxas ao preço final, apesar de ter aumentado os valores dos produtos após as tarifas de Trump.

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