← Saúde
1 pessoa lendo agora Saúde

Gabriel Ganley ganha destaque após novo desdobramento em gabriel ganley

Gabriel Ganley: entenda a cardiomiopatia hipertrófica, causa da morte do fisiculturista Quadro genético causa aumento do coração e pode ser intensificado por

Gabriel Ganley ganha destaque após novo desdobramento em gabriel ganley

Gabriel Ganley: entenda a cardiomiopatia hipertrófica, causa da morte do fisiculturista Quadro genético causa aumento do coração e pode ser intensificado por anabolizantes. Influencer falava abertamente sobre uso de hormônios Segundo laudos do Instituto Médico Legal (IML), o fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos — encontrado morto neste sábado (23) –, pode ter sido vítima de uma morte súbita relacionada ao quadro de cardiomiopatia hipertrófica.

As informações foram divulgadas pela CNN. Essa condição é caracterizada pelo crescimento anormal do músculo que forma o coração, o miocárdio. Apesar de ter causa majoritariamente genética e hereditária, o uso de esteroides anabolizantes também pode levar ao quadro.

Leia no AINotícia: Panorama da Saúde: Ciência, vírus e recuperação de atletas

Em suas redes sociais, Ganley publicava abertamente sobre o consumo desse tipo de substância, além de fazer de insulina, para alcançar hipertrofia muscular, visando as competições de fisiculturismo. O que é a cardiomiopatia hipertrófica? Todo o coração do paciente pode ser afetado, mas é mais comum que isso ocorra no septo, o responsável por separar suas cavidades e fazer a divisão interna do órgão.

Com a condição, o septo pode triplicar sua espessura. Normalmente com cerca de 11 milímetros, ele pode chegar a 22 milímetros ou mais, dificultando a passagem de sangue para o resto do corpo. Devido ao aumento, também crescem as ocorrências de arritmias, batimentos irregulares ou contrações fora de hora.

É que o tecido muscular mais espesso conduz os sinais do coração de forma irregular, podendo levar, inclusive, à fibrilação ventricular — o tipo mais perigoso de arritmia, que causa de sensação de “tremores” ou que o coração parou de bombear. Sem intervenção em minutos, pode ocorrer morte súbita. “ Leia também: Farinha de linhaça ganha destaque após novo desdobramento em farinha de

O risco dessa condição é o coração passar a funcionar de maneira inadequada. Imagine que o coração permanece hipertrofiado por muito tempo: chega um momento em que ele “cansa” e pode evoluir para insuficiência cardíaca”, explica Elry Medeiros, cardiologista do Núcleo de Medicina Afetiva (NuMA) e do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Por que anabolizantes podem provocar o quadro?

Na maioria das vezes, a doença é causada por uma mutação genética herdada. No entanto, existem outras condições que podem fazer com que o coração do paciente fique com suas paredes mais espessas do que o normal, especialmente o uso de esteroides. Ora, os anabolizantes estimulam o crescimento muscular em todo o organismo – e o coração não fica de fora.

Inclusive, estudos já mostraram que existem receptores da testosterona e similares nas células do coração, que podem ser ativados, levando à hipertrofia do músculo cardíaco. Para quem já carrega a mutação genética da cardiomiopatia hipertrófica, muitas vezes sem saber, os riscos se multiplicam. Afinal, o coração que já cresce demais recebe um estímulo químico para dobrar a aposta.

“ A pessoa pode desenvolver ainda mais hipertrofia, mais alterações cardíacas e maior risco das mesmas complicações associadas à doença, como arritmias e obstrução da saída de sangue do coração. Ou seja: uma condição potencializa a outra”, diz Medeiros.

Para a cardiomiopatia hipertrófica também existe a influência de outros fatores, como a a hipertensão arterial e acromeglagia (crescimento excessivo devido à superprodução do hormônio do crescimento, GH). Anabolizantes são uma bomba para o coração O uso de hormônios como a testosterona e seus derivados também pode aumentar a pressão. Mais de saude

“ O uso de anabolizantes causa retenção de líquido e uma ativação do sistema simpático da adrenalina. Então isso faz com que o indivíduo desenvolva pressão arterial alta, inclusive com níveis bastante alterados”, reforça Medeiros.

Os anabolizantes alteram, ainda, o colesterol: aumentam o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, e reduzem o HDL, o “colesterol bom”. Esse desequilíbrio é um prato cheio para a formação de placas de gordura nas artérias. Com o tempo, essas placas podem “entupir” os vasos que levam sangue ao coração e aumentar o risco de infarto.

Também é preciso ficar atento ao maior risco de trombose, tanto pulmonar quanto cerebral, além de problemas renais. E vale destacar um ponto importante: “esses danos podem ser irreversíveis Leia também: FGTS ganha destaque após novo desdobramento em o fundo de garantia por tempo de

“, lembra Medeiros. Ou seja, depois que a placa de gordura, a trombose ou as alterações no coração se instalam, muitas vezes não é possível reverter completamente o problema. É por isso que a testosterona sintética, por exemplo, só é indicada para as pessoas que produzem menos testosterona, caso de homens que têm uma condição rara chamada hipogonadismo.

Um estudo publicado no periódico da American Heart Association acompanhou mais de 60 mil pessoas por uma média de 11 anos, usuários de anabolizantes apresentaram um risco três vezes maior de infarto agudo do miocárdio e um risco quase nove vezes maior de desenvolver cardiomiopatia. O médico ressalta que nem mesmo pequenas doses dessas substâncias podem ser consideradas utilizáveis. “Não existe nenhum contexto em que o uso de anabolizantes [para fins estéticos] seja seguro para o coração”, avisa.

Uso de insulina no fisiculturismo A princípio, também foi apontada como possível causa da morte do jovem o uso de insulina para fins estéticos, o que poderia ter provocado um quadro de hipoglicemia. Mas essa informação ainda não foi confirmada.

O fisiculturista já havia publicado nas redes sociais que fazia uso da substância. Segundo especialistas, a insulina não causa hipertrofia do músculo cardíaco, como acontece com alguns anabolizantes. Ainda assim, o uso inadequado do hormônio pode trazer riscos graves.

A insulina é um hormônio produzido naturalmente pelo pâncreas. Sua principal função é ajudar a glicose, o açúcar presente no sangue, a entrar nas células para ser usada como fonte de energia. Pessoas com diabetes usam a insulina como tratamento quando o organismo não consegue produzir o hormônio adequadamente ou apresenta dificuldade em utilizá-lo.

Farinha de linhaça ganha destaque após novo desdobramento em farinha de
Saude

Farinha de linhaça ganha destaque após novo desdobramento em farinha de

Ler matéria →

Leia também