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Fundos imobiliários na aposentadoria: qual a dose certa?

Mais recentemente, os fundos de investimentos imobiliários (FII) surgiram como uma alternativa mais eficiente, oferecendo diversas opções de diversificação com maior

Fundos imobiliários na aposentadoria: qual a dose certa?
Foto: Freepik
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O investimento em imóveis sempre foi visto como uma forma de garantir uma fonte de renda segura e de longo prazo e, portanto, uma boa estratégia para a aposentadoria. Mais recentemente, os fundos de investimentos imobiliários (FII) surgiram como uma alternativa mais eficiente, oferecendo diversas opções de diversificação com maior liquidez, gestão especializada e possibilidade de aportes menores. Mas qual seria a fatia ideal desses fundos em uma carteira para um aposentado? Analistas apontam alguns cuidados.

Um ponto importante é que, apesar de os fundos imobiliários investirem em ativos reais e normalmente serem vistos como mais defensivos dentro da renda variável, eles continuam sendo renda variável, lembra Gustavo Assis, da gestora Asset.

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As cotas negociadas em bolsa desses fundos oscilam diariamente e podem passar por períodos prolongados de valorização ou desvalorização, o que exige cuidado principalmente para investidores que dependem da carteira para complementar a renda. Neste mês, por exemplo, até dia 26, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) da B3 têm queda de 1,6% e uma alta modesta, de 0,6% no ano. Leia também: ‘É uma questão familiar’, diz Tarcísio sobre briga de Michelle e Flávio

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Três níveis de exposição

Para Assis, a análise deve começar pela necessidade financeira do aposentado. Se ele depende dos rendimentos da carteira para sustentar seu padrão de vida, normalmente faz mais sentido trabalhar com uma exposição mais moderada a FIIs, algo entre 5% e 10%, complementando a carteira com ativos de renda fixa que ofereçam maior previsibilidade de fluxo de caixa.

Para investidores que já possuem outras fontes de renda, como aposentadoria, aluguel ou previdência, e utilizam os rendimentos dos investimentos apenas para complementar gastos ou objetivos específicos, uma exposição em torno de 15% pode fazer sentido.

Já para investidores que não dependem da renda gerada pelo patrimônio no curto prazo e possuem maior capacidade de absorver oscilações, a participação dos fundos imobiliários pode chegar a algo próximo de 20% da carteira, desde que dentro de uma estratégia diversificada.

Saiba dosar o risco

O percentual de fundos imobiliários vai variar bastante de pessoa para pessoa, mas de forma geral uma alocação entre 10% e 40% do portfólio em FIIs pode ser uma boa pedida para quem busca renda consistente, diz Gabriel Pereira, head de Fundos Imobiliários da AVIN. “O que importa mesmo é dosar bem o risco, escolhendo gestoras de qualidade, avaliando a liquidez dos fundos, diversificando entre fundos de papel e de tijolo, como shoppings, lajes corporativas e galpões logísticos e mantendo uma carteira bem distribuída entre diferentes segmentos”, diz. Mais de economia

Ele lembra que, nessa fase da vida, é natural buscar mais previsibilidade e menos volatilidade. Mesmo assim, os FIIs se encaixam bem nesse cenário por razões bastante práticas: distribuem rendimentos mensais isentos de IR para pessoa física, funcionam como uma renda de aluguel sem as dores de cabeça de ser proprietário direto e têm liquidez muito superior à de imóveis físicos, algo importante para quem pode precisar acessar o capital com mais agilidade. Leia também: Bolívia encerra paridade cambial com o dólar após 15 anos para tentar restaurar

Pereira entende que não existe um percentual ideal definido para alocação em FIIs na carteira de um aposentado, mas sim uma fórmula para avaliar como a aplicação se ajusta à realidade de cada um. “Gostamos de pensar de forma simples, olhando a relação risco e retorno e levando em conta fatores individuais como o nível de gastos mensais, a existência de renda via INSS e outras fontes de receita complementares”, explica.

“O principal ponto é que não existe uma alocação ideal universal”, reforça Assis, da Asset. “O mais importante é analisar o investidor como um todo, considerando necessidades de curto, médio e longo prazo”, acrescenta. Em geral, para o aposentado, previsibilidade, preservação patrimonial e gestão de risco costumam ser mais importantes do que a busca pelo máximo rendimento possível, e isso deve ser refletido na construção da carteira.

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Angelo Pavini

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