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Ler matéria →Operação Gutenberg: Desvendando o Esquema Fraudulento
A Operação Gutenberg, conduzida pelo MPMS, trouxe à tona a estrutura de uma organização criminosa que, segundo as investigações, pressionava prefeituras de Mato Grosso do Sul a adquirir livros didáticos produzidos pelo grupo familiar. Em troca dessas compras, municípios e, consequentemente, seus moradores, teriam acesso facilitado a vagas essenciais na Central Estadual de Regulação de Saúde. Este mecanismo criminoso não apenas desviava recursos públicos significativos, estimados em mais de R$ 27 milhões, mas também comprometia a equidade e a urgência no acesso a serviços médicos fundamentais, como exames, consultas e cirurgias.
Os servidores da Saúde estadual envolvidos no esquema são apontados como peças-chave para a concretização da fraude, atuando como elos entre o grupo empresarial e as prefeituras. A engenhosidade da fraude, ao atrelar um serviço público vital à compra de produtos, revela a gravidade das acusações e o impacto direto na confiança e no bem-estar da população.
Os Envolvidos: Uma Família no Centro da Trama
No cerne das investigações da Operação Gutenberg está a família Paroschi Jafar, com cinco de seus membros apontados como suspeitos de participação ativa no esquema. Rossana Paroschi Jafar, empresária e cirurgiã-dentista, é descrita pelo Ministério Público como um dos elos centrais do grupo. Ela possui ligações com a Gráfica Alvorada e outras empresas do ramo gráfico, sendo viúva do empresário Mirched Jafar Júnior, que foi proprietário da Gráfica Alvorada. Rossana foi presa em Campo Grande, inicialmente também por posse de munições, mas permanece detida em decorrência da investigação sobre a fraude.
Os filhos de Rossana também estão entre os investigados. Olívia Paroschi Jafar, médica e empresária, proprietária da Clínica Ross – que foi alvo de buscas –, segue presa preventivamente em Campo Grande. Felipe Paroschi Jafar, engenheiro e ex-servidor comissionado da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), foi exonerado de seu cargo de assessor especial após sua prisão e também permanece detido em Campo Grande. Já Giovanni Paroschi Jafar, empresário e sócio-administrador da Bold Tech Ltda., empresa ligada ao setor de impressão, teve a prisão preventiva decretada e é considerado foragido até o momento.
A ex-nora de Rossana, Rhayane Souza Fanaia, que era casada com Giovanni, também foi alvo da operação e foi presa em Goiás, indicando a ramificação do esquema para além das fronteiras estaduais.
Impacto na Saúde Pública e Desdobramentos
A descoberta de que o acesso a exames, consultas e cirurgias era condicionado à compra de livros didáticos gera preocupação sobre a lisura dos processos de regulação na saúde pública. Para o cidadão comum, isso significa que a urgência e a necessidade médica podem ter sido preteridas em favor de interesses financeiros escusos, comprometendo o direito fundamental à saúde.
A Justiça já manteve presos nove suspeitos investigados na operação, sinalizando a seriedade com que o caso está sendo tratado. A exoneração de Felipe Paroschi Jafar de seu cargo público demonstra uma resposta institucional inicial frente às acusações. As autoridades continuam em busca de Giovanni Paroschi Jafar, cujo mandado de prisão preventiva ainda não foi cumprido.
O que se sabe até agora
- Uma organização criminosa é suspeita de fraudar mais de R$ 27 milhões em compras de livros didáticos em Mato Grosso do Sul.
- A Operação Gutenberg, do MPMS, revelou que o esquema condicionava vagas na Central Estadual de Regulação de Saúde à compra desses livros.
- Cinco membros da família Paroschi Jafar são investigados: Rossana, Olívia, Felipe, Giovanni e Rhayane.
- Rossana, Olívia, Felipe e Rhayane foram presas; Giovanni é considerado foragido.
- Felipe Paroschi Jafar foi exonerado de seu cargo como assessor especial da Agesul.
- A Gráfica Alvorada e a Bold Tech Ltda. são empresas ligadas à família e ao setor gráfico.
Perguntas frequentes
O que é a Operação Gutenberg?
A Operação Gutenberg é uma investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar mais de R$ 27 milhões na compra de livros didáticos. O nome faz alusão ao inventor da prensa tipográfica.
Como a fraude de livros didáticos afetava a saúde pública?
As investigações indicam que servidores da Saúde estadual condicionavam a liberação de vagas na Central Estadual de Regulação– para exames, consultas e cirurgias– à compra dos livros didáticos vendidos pelo grupo empresarial investigado. Leia também: Prêmio Cria do Mato: Inscrições para premiação de são prorrogadas até 13 de
Quem são os principais envolvidos da família Paroschi Jafar?
Os principais envolvidos da família Paroschi Jafar são Rossana Paroschi Jafar (empresária), seus filhos Olívia (médica e empresária), Felipe (engenheiro e ex-servidor da Agesul) e Giovanni (empresário, atualmente foragido), além da ex-nora Rhayane Souza Fanaia. Todos são suspeitos de integrar o esquema.
Qual o papel da Gráfica Alvorada no esquema?
A Gráfica Alvorada e outras empresas do ramo gráfico são apontadas como parte do grupo familiar Paroschi Jafar e seriam utilizadas para a produção e venda dos livros didáticos envolvidos na fraude milionária. Mais de noticia
A Operação Gutenberg continua a desvendar os detalhes dessa complexa rede de corrupção, prometendo novos desdobramentos que são cruciais para a recuperação dos recursos desviados e para a garantia da integridade dos serviços públicos de Mato Grosso do Sul. A apuração do MPMS reforça a importância da vigilância e da transparência para que a população não seja vítima de esquemas que colocam interesses privados acima do bem-estar coletivo. É fundamental que as autoridades prossigam com a rigorosa investigação para responsabilizar todos os envolvidos e assegurar que situações como esta não se repitam.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.



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