Ex-deputado Neno Razuk tem prisão decretada MS
Ler matéria →O Esquema dos Estornos Fraudulentos (Chargeback)
A principal modalidade de fraude investigada envolvia a realização de compras pela internet. Após a entrega dos produtos adquiridos, o grupo acionava as instituições financeiras para solicitar o estorno dos valores, alegando não reconhecer as transações. Dessa forma, os criminosos conseguiam reter tanto o produto quanto o dinheiro reembolsado, gerando prejuízo para as empresas e bancos.
De acordo com o delegado Lúcio Antônio Petrocelli, titular da DIG de Americana, o grupo recrutava indivíduos com conhecimento sobre os procedimentos de contestação bancária, conhecidos como "laranjas", para maximizar as chances de sucesso nos estornos. Esses "laranjas" eram orientados a utilizar cartões e contas específicas para as compras, incluindo as da instituição financeira Nubank. Após a entrega da mercadoria, o pedido de contestação era feito, alegando que a transação era indevida, e o dinheiro recuperado era então repartido entre os membros da quadrilha.
Falsificação e Venda de Documentos Ilegais
Além das fraudes bancárias, as investigações revelaram que o mesmo grupo faturava com a produção e comercialização de documentos falsificados. Entre os itens produzidos ilegalmente estavam certificados, históricos escolares e atestados médicos. Segundo o delegado Petrocelli, esses documentos eram entregues aos compradores por meio dos Correios, mediante pagamento.
Essa dupla atuação criminosa demonstra a versatilidade do grupo em explorar diferentes vulnerabilidades, tanto no sistema financeiro quanto na demanda por documentos ilegais, o que amplificava seus ganhos ilícitos. Leia também: resultado da quina de hoje: o que muda após o sorteio do concurso 7058 da quina
Atuação da Polícia e Resposta do Nubank
A investigação foi deflagrada após a identificação de irregularidades em transações bancárias e pedidos de estorno, um trabalho crucial dos setores de compliance das instituições financeiras, que colaboraram com a Polícia Civil. A Operação Chargeback resultou na apreensão de diversos materiais que corroboram as acusações, incluindo celulares, documentos, arquivos digitais, anotações com nomes e CPFs, além de dinheiro em espécie.
Em nota, o Nubank informou que "atua de maneira rigorosa para prevenir e combater fraudes, em conformidade com as leis e regulamentações vigentes". A instituição acrescentou ter "trabalhado em conjunto com a polícia civil para fornecer informações e permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações".
O que se sabe até agora
- Cinco homens foram presos em Americana (SP) na Operação Chargeback da DIG.
- O grupo é acusado de fraudes bancárias (estornos de compras online) e venda de documentos falsos.
- Eles compravam produtos, recebiam a entrega e solicitavam estorno alegando não reconhecer a transação.
- Documentos como certificados e atestados médicos eram falsificados e vendidos via Correios.
- Pessoas com conhecimento em contestação bancária eram recrutadas como "laranjas".
- A Polícia Civil apreendeu celulares, documentos, arquivos digitais, anotações e dinheiro em espécie.
- Os investigados respondem por associação criminosa, estelionato, falsificação de documentos e falsidade ideológica.
Perguntas frequentes
O que é a Operação Chargeback?
A Operação Chargeback é uma ação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana (SP) que visou desmantelar um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias, particularmente estornos indevidos de compras, e na falsificação de documentos. Mais de noticia
Como funcionava o golpe de estorno fraudulento?
O grupo realizava compras online, recebia os produtos e, posteriormente, contatava a instituição financeira, como o Nubank, para contestar a transação, alegando que não a reconhecia. Dessa forma, eles recebiam o dinheiro de volta e ficavam com os produtos comprados.
Quais crimes os detidos cometeram?
Os cinco homens presos são investigados e respondem por associação criminosa, estelionato, falsificação de documentos e falsidade ideológica, conforme informações da Polícia Civil. Leia também: resultado da quina de hoje: o que muda após esta transcrição foi gerada
O que o Nubank declarou sobre o caso?
O Nubank, em nota, afirmou que "atua de maneira rigorosa para prevenir e combater fraudes", "trabalhou em conjunto com a polícia civil para fornecer informações" e que "permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações".
A Polícia Civil de Americana continua as investigações para determinar se o esquema de fraudes se estendeu a outras instituições financeiras e se há mais pessoas envolvidas. Para os consumidores, a operação serve como um lembrete da necessidade de monitorar extratos bancários e faturas de cartão de crédito, relatando qualquer atividade suspeita imediatamente às suas instituições e às autoridades, reforçando a segurança digital e a proteção contra golpes cada vez mais elaborados.







