rock in rio 2026
Ler matéria →Siga aqui tudo sobre o Mundial-2026 no Observador No limite, podia ser apenas o duelo entre o melhor ataque da competição contra a defesa mais segura de toda a prova. Mas não, era mais do que isso.
Apenas pela terceira vez na história as meias-finais tinham quatro antigos campeões mundiais. E, pela primeira vez, essas quatro mesmas equipas ocupavam o top 4 do ranking FIFA das seleções. É verdade, recuperando as conferências de imprensa de Roberto Martínez, agora antigo selecionador nacional, tinha razão quando dizia que os ex-vencedores estavam à frente dos outros na corrida pelo título.
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No entanto, apenas um poderia chegar a esse objetivo e essa cimeira entre Europa e América do Sul começava esta terça-feira em Dallas com um duelo de velhos conhecidos que, na última ocasião que se tinham cruzado, nas meias da Liga das Nações, deram um espetáculo com nove golos como se fosse hóquei em patins em que a Espanha chegou ao 5-1 antes de uma recuperação da França até ao 5-4 final. Agora, de um plano prático para a teoria, os gauleses chegavam com ligeiro favoritismo– contrariado pelo seu selecionador, Didier Deschamps, mas sem que se percebesse ao certo onde fundamentava essa opinião a não ser pelo título europeu da Roja em 2024. Olhando para alguns números estatísticos, havia quase um empate técnico entre as duas formações, com os mesmos 110 remates ao longo da prova.
O que diferia depois? A forma de atacar diferente no seu ADN entre França e Espanha, com os gauleses bem mais afinados entre um Trio Maravilha a que se juntava depois um elemento do PSG para fechar o Quarteto Fantástico e os espanhóis a encontrarem a melhor ligação com Mikel Oyarzabal mas sem “aquele” Lamine Yamal. Mais: os bleus continuavam a revelar-se letais nas fases a eliminar de Mundiais, encontrando apenas dois tipos de kryptonite nos últimos 50 anos para não avançar até às decisões: jogarem com a Alemanha e irem a penáltis.
France's attack ???? Spain's defence ???? #FIFAWorldCup pic.twitter.com/e9OG3L9S7b— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) Leia também: mato grosso do sul: o impacto imediato para a temporada
July 14, 2026 A par de tudo isso, e na antecâmara de um Inglaterra-Argentina ainda marcado por tensões políticas e sociais em torno da Guerra das Malvinas que adensavam uma rivalidade com mais de 60 anos que foi potenciada no dia em que Diego Armando Maradona teve uma Mão de Deus antes do Golo do Século no Mundial de 1986 em pleno Azteca, também o França-Espanha entrou num campo extra desportivo a partir de um artigo de opinião do antigo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, no El Debate.
De uma forma mais concreta, a partir de uma frase desse artigo: “Têm um plantel de altíssimo nível e sem franceses”. As reações não demoraram a chegar, com apontares de dedo a comentários racistas por parte dos franceses e críticas pela frase despropositada do lado dos espanhóis.
Pelas piores razões, uniram-se. Agora, eram adversários. Já está tudo a pensar na "final antecipada" ??
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#FRAESP #FIFAWorldCup pic.twitter.com/43mJ5JHc2Y— GoalPoint (@_Goalpoint) July 13, 2026 “ Sim, para mim a Espanha é favorita.
Com tudo o que fizeram… Se deixarmos de parte o primeiro jogo [0-0 frente a Cabo Verde], confirmou que é a favorita. Não quero estar a colocar pressão no Luis de la Fuente e na sua equipa mas sabem que as pessoas estão à espera de muito da Espanha.
Sabem atacar, defendem muito bem, sofreram apenas um golo em sete jogos. Só pensamos em defender bem mas, com a qualidade ofensiva das duas equipas, temos de apontar para um encontro espetacular. Lições para aprender?
Há mais de dois anos que me estão a criticar, há mais de 12 até… Aqui não há lições para aprender, há uma verdade no relvado. Sabemos como a Espanha joga, sabemos que gosta de pressionar, sabemos que só sofreu um golo porque é difícil perder a bola quando a têm mas vamos tentar”, apontara o técnico Didier Deschamps.


