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Fonseca fala sobre aprendizados e sonha em fazer história no esporte

São Paulo (SP) – Um dos convidados da Expert XP, evento realizado por um de seus patrocinadores no último sábado, João Fonseca aproveitou a participação para fazer um

Fonseca fala sobre aprendizados e sonha em fazer história no esporte

São Paulo (SP)– Um dos convidados da Expert XP, evento realizado por um de seus patrocinadores no último sábado, João Fonseca aproveitou a participação para fazer um balanço da rápida ascensão que vive no circuito profissional. O carioca falou sobre os desafios enfrentados na transição para a elite do tênis, lembrou a importância das derrotas no processo de amadurecimento e reforçou que ainda vê um longo caminho até alcançar seus maiores objetivos na carreira.

Apesar de já dividir quadra com alguns dos principais nomes do circuito e ter dois títulos de ATP no currículo, João afirmou que sua evolução foi construída muito mais a partir dos momentos difíceis do que das conquistas. Para ele, cada revés ajudou a desenvolver não apenas o lado técnico, mas também a maturidade necessária para competir em alto nível. “Os pequenos fracassos foram os maiores aprendizados para me tornar melhor como atleta e também como pessoa”, afirmou.

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Essa mudança de perspectiva ganhou força à medida que passou a enfrentar regularmente os melhores jogadores do mundo. Segundo João, conviver com atletas como Novak Djokovic e Jannik Sinner fez com que deixasse de enxergar a elite do circuito como algo distante e passasse a acreditar que também poderia competir nesse nível. Leia também: Léo Ortiz é poupado pelo Flamengo em jogo contra o São Paulo; veja relacionados

“Eu me via presente ali, me via competindo com aqueles caras. Não de forma técnica, mas de forma mental e física também. Então eu acho que foi nesse momento que eu fiz minha transição”, explicou.

O jovem carioca lembrou ainda que o caminho até esse estágio não foi tão precoce quanto muitos imaginam. Embora praticasse diferentes esportes desde criança e já sonhasse em se tornar profissional, ele considera que a grande evolução aconteceu apenas na metade da adolescência, quando os resultados começaram a aparecer com mais frequência. “E aí as coisas foram acontecendo muito rápido após isso e ali com 16, 17, foi onde eu fui crescendo bastante”, disse.

Mesmo reconhecendo a evolução alcançada nos últimos anos, João reforça que ainda está distante do principal objetivo da carreira. O brasileiro voltou a dizer que sonha em chegar ao topo do ranking da ATP e conquistar um título de Grand Slam, metas que, segundo ele, exigirão um processo longo e desafiador. “O meu maior sonho é ser o número um do mundo e ganhar um Grand Slam. Pode parecer pequena a distância, mas realmente é bem longa, e bem árdua também”, comentou.

Experiência contra Djokovic e inspiração em Federer e Guga

Durante o painel, João também voltou a falar sobre a importância de enfrentar os principais nomes do circuito para acelerar seu amadurecimento competitivo. A experiência acumulada nesses confrontos aumentou sua confiança e mudou a forma como passou a encarar partidas contra grandes adversários. Mais de esporte

Ao recordar o duelo contra Novak Djokovic em Roland Garros, por exemplo, afirmou que entrou em quadra disposto apenas a aproveitar a oportunidade, sem se preocupar inicialmente com o resultado. A confiança foi crescendo ao longo da partida. “Eu entrei na partida de uma forma que eu estava lá só para curtir. Eu nem fui pensando no final, eu só fui mantendo o foco, curtindo e acreditando. Essas experiências de competir com esses caras é diferente. Você aprende muito. Eu tive a oportunidade esse ano de jogar contra os quatro melhores do mundo, quase seguido”, recorda. Leia também: Yan Diomandé Acerta com Real Madrid em Megatransação de R$ 578 Milhões

Outro tema abordado foi a influência da família em sua formação. João destacou que os pais continuam sendo suas principais referências e lembrou especialmente da mãe, que o acompanhou nos torneios nacionais durante a infância. Além deles, revelou buscar inspiração em Roger Federer e Gustavo Kuerten, principalmente pela forma como conduziram suas carreiras dentro e fora das quadras e pelo relacionamento construído com os torcedores.

Ao falar sobre o futuro, João afirmou que suas metas vão além das conquistas individuais. O tenista disse que sonha em recolocar o Brasil em posição de destaque no cenário esportivo mundial e espera deixar um legado semelhante ao de alguns dos maiores ídolos do país.

“Quero ver o Brasil no topo novamente, da minha maneira, com o meu esporte, da forma que eu consigo. E espero que um dia eu consiga fazer história como Ayrton Senna, Pelé e Ronaldinho fizeram”, afirmou o tenista. Obviamente a gente tem grandes ídolos no nosso esporte, isso é sensacional. Mas eu quero fazer minha própria história. Eu não quero ser o ‘novo Guga’ ou ‘novo Ayrton’. Eu quero ser o futuro João”, ponderou.

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