
- Author, Laura Kuenssberg
- Role, 'Sunday with Laura Kuenssberg'
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 5 min
Uma garota estuprada por dois adolescentes disse à BBC que a decisão de um juiz de não prendê-los foi como uma "pedrada no rosto".
Falando anonimamente ao lado de sua família, a adolescente disse que a decisão do juiz "quase deu a impressão de que o que os meninos fizeram não era certo, mas era aceitável aos olhos da lei porque eles ainda eram crianças".
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A procuradoria-geral irá revisar a sentença proferida pelo juiz Nicholas Rowland, que afirmou na quinta-feira querer evitar a "criminalização" dos meninos, descrevendo-os como "muito jovens".
Aviso: Esta matéria contém detalhes que podem ser perturbadores para alguns leitores.
A vítima tinha 15 anos quando foi estuprada em uma passagem subterrânea às margens do Rio Avon, em Fordingbridge, Hampshire, no Reino Unido. Leia também: Como é o Jardim dos Venenos, que abriga mais de 100 plantas tóxicas, incluindo
Ela havia viajado para encontrar um dos meninos pela primeira vez em novembro de 2024, após ele ter iniciado um "relacionamento" com ela pelo Snapchat.
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Na audiência de sentença no Tribunal Crown de Southampton, o juiz ressaltou a "gravidade" dos crimes e disse que as filmagens tornavam os casos ainda "mais graves". Em seguida, elogiou os meninos pelo comportamento durante o julgamento.
A jovem e sua família querem que as sentenças sejam alteradas e que os meninos sejam presos, afirmando que as penas equivaleram a uma "palmadinha no pulso". Mais de mundo
"Por que fui lá e me submeti à dor de ir ao tribunal, passar por um julgamento, reviver tudo, assistir a tudo acontecer de novo?", disse ela. "De certa forma, me deu a sensação de: qual é o ponto... qual era o sentido de me fazer passar por isso apenas para dizer que está tudo bem."
A jovem contou que levou seis meses para falar sobre o ataque. "O motivo pelo qual falei foi porque estava me perdendo. Estava em espiral. Precisava de ajuda, mas não sabia como consegui-la, então resolvi falar", disse. Desde então, afirmou, "tudo que consigo pensar é em estar triste, com raiva, estressada, cansada — escola, precisar de um emprego, tentando colocar minha vida em ordem enquanto sinto que ela está desmoronando".
A procuradora-geral terá 28 dias para decidir se as sentenças devem ser encaminhadas ao Tribunal de Apelação, mas o ministro Darren Jones sinalizou que a decisão deve vir antes disso. Leia também: Por que uma barata se tornou a nova estrela da política na Índia
"Todos queremos analisar isso com urgência", disse ao programa, acrescentando que as garotas "merecem justiça, assim como suas famílias — por elas, mas também por todas as outras meninas que se encontrem nessa situação".
Se fosse sua filha, sua sobrinha, seu filho, seu sobrinho, alguém da sua família — você estaria satisfeito? Porque nós não estamos, e não acho que nenhum outro cidadão estaria. Você tem o poder de ajudar, então por favor ajude."
O companheiro dela, que estava presente no tribunal na hora da sentença, disse ter se sentido "fisicamente mal" ao ouvir a decisão do juiz. "Parece que as vítimas são as que continuam sofrendo, enquanto os agressores aparentemente saíram impunes."

Crédito, CPS
Na sentença, um dos meninos de 15 anos recebeu uma ordem de reabilitação juvenil de três anos com 180 dias de supervisão e vigilância intensivas, pelas acusações de estupro de cada uma das vítimas e por duas acusações de imagens indecentes.
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