Já que está chegando a Copa do Mundo, a semana foi de dois golaços marcados pelas campanhas dos dois candidatos que lideram as pesquisas pra eleição presidencial.
Primeiro, foi Flávio Bolsonaro, que desafiou os incrédulos e conseguiu uma audiência com o presidente americano, Donald Trump, com direito a fotinho na Casa Branca, na terça-feira.
Leia no AINotícia: Flávio Bolsonaro usa decisão dos EUA sobre facções como arma eleitoral
O governo tentou minimizar o episódio, mas não dá pra negar que é uma vitória e tanto. O Flávio, afinal, não é presidente, apenas candidato, e conseguiu uma agenda com Trump mesmo em meio às tensas tratativas pra encerrar a guerra do Irã.
Na verdade, esse gol que o Flávio marcou parece mais aquele gol de consolação do Brasil contra a Alemanha no 7 a 1 da Copa de 2014. Leia também: Governo de MG quer vender folha de servidores por menos do que arrecadou em 2021
Ou seja, não dá pra esconder o tamanho da goleada. O peso das suspeitas ainda vai incomodar a campanha do candidato do PL durante muito tempo ainda. Isso se não aparecerem novas denúncias.
Já o governo Lula conseguiu um contra-ataque rápido e empatou o jogo no dia seguinte, com a aprovação pela Câmara dos Deputados da emenda que acaba com a escala 6x1.
Foi uma jogada tão certeira que pegou a defesa dos adversários no contrapé. Até o PL votou em sua maioria a favor da emenda, que agora segue pro Senado.
Lá o jogo é um pouco mais difícil, e o campo, mais pesado. Quem manda é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e Lula precisará reconstruir pontes com ele, que foram abaladas pela rejeição de Jorge Messias para o STF. Mais de politica
Mas o governo está otimista, e acha que a pressão das ruas vai ser suficiente para que o projeto seja aprovado ainda antes do fim da Copa do Mundo.
Com isso, Lula ganharia um presentão do Congresso, e podria reforçar na campanha o discurso de que defende os trabalhadores contra o poder dos patrôes. Leia também: Flávio Bolsonaro usa decisão dos EUA sobre facções como arma eleitoral
Esse, aliás, deve ser o principal mote do presidente pra se reeleger. Ele vai tentar emplacar um discurso antissistema, de defesa da justiça social.
Já a oposição pretende chamar a atenção para o risco de que o fim da escala 6x1 gere aumento de preços e quebradeira das empresas. O jogo, como se vê, está só começando.
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