Flávio Bolsonaro elogia Neymar e critica Lula após brincadeira sobre home
Ler matéria →'A esperança vai vencer o medo esse ano', diz Flávio Bolsonaro em evento em SP
O pré-candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, voltou a defender bandeiras históricas de Lula e do PT em seu discurso neste sábado (20) em Guarulhos, na Grande São Paulo.
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Ele também disse que não queria ter sido candidato à Presidência em 2026, mas que "missão lhe foi dada" pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante o lançamento da pré-candidatura de André do Prado (PL) ao Senado Federal pelo estado, o filho de Jair Bolsonaro afirmou que “vai ser radical para cumprir uma promessa que o Lula faz há mais de 20 anos e não cumpre: o pacto contra a fome”. Leia também: Datafolha 2º turno ganha destaque após novo desdobramento em pesquisa datafolha
Depois de fazer promessas de encarceramento em massa de ladrões de celulares, castração química de estupradores e combate às facções PCC e Comando Vermelho– que ele mesmo chamou de ‘radicais’, Flávio afirmou que terá o foco de acabar com a fome, bandeira que elegeu o presidente Lula pela 1ª vez, em 2003, quando ele criou o programa ‘Fome Zero’.
O 'Fome Zero' foi o embrião do que mais tarde se tranformou no programa de transferência de renda Bolsa Família, também uma das marcas dos governos petistas.
“Vou ser radical na Segurança Pública sim. Vou ser radical para garantir ensino de qualidade pras nossas crianças. Vou ser radical para cumprir uma promessa que o Lula faz há mais de 20 anos e não cumpre: o pacto contra a fome. É fácil. Basta ter vontade. Porque hoje, uma criança de dois, três anos de idade, não tem o que comer as vezes. Como essa criança vai se desenvolver? É nossa obrigação dar ajuda a essas crianças desde a creche. E a gente vai zerar essa fila de creche. Vamos ajudar os estados e municípios, para as mulheres terem com quem deixar seus filhos”, disse o senador do PL.
Ao final do seu discurso, Flávio voltou a citar o slongan histórico de Lula na campanha de 2022, quando ao ser eleito o petista discursou dizendo que "a esperança tinha vencido o medo" e o PT tinha chegado pela primeira vez à Presidência da República.
A fala do senador foi quando ele agradeceu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)– que também estava no evento– e lembrou que no início não queria ser candidato à Presidência, mas que aceitou a indicação do pai “diante das circunstâncias” e porque "missão foi dada". Mais de politica
“Meu amigo Tarcísio sabe o que estou passando nesse momento. O Tarcísio nunca imaginou que seria governador aqui de São Paulo. Mas quando o presidente Bolsonaro aponta, o Tarcísio prontamente– carioca e flamenguista– veio ser governador de São Paulo”, afirmou.
“O Tarcísio vai estar com a gente aqui em SP. Pra mim é uma grande honra. Eu também não queria lá atrás [ser candidato a presidente], mas as circunstâncias e a missão que me foi dada, que eu acredito que é projeto de Deus. Eu vou dar o meu melhor e tenho certeza que a esperança vai vencer o medo este ano”, afirmou o pré-candidato do PL. Leia também: Flávio Bolsonaro elogia Neymar e critica Lula após brincadeira sobre home
Defesa do Bolsa Família
Na última segunda-feira (15), Flávio Bolsonaro já tinha defendido do Programa Bolsa Família e disse, em evento da revista VEJA, que o benefício se tornou um “direito adquirido” da população brasileira e que ninguém poderia acabar com o programa.
Durante participação no VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, Flávio Bolsonaro também defendeu que os beneficiários continuem recebendo o auxílio por um período mais longo depois de conseguir um emprego formal ou abrir uma empresa.
“Esse programa virou direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou de acabar com esse programa. Qualquer país do mundo tem um programa para pessoas de baixa renda que têm dificuldade alimentar”, afirmou.
Segundo o senador, o receio de perder imediatamente o benefício desestimula parte dos beneficiários a buscar a formalização. Ele afirmou que muitas pessoas atendidas pelo programa já trabalham informalmente.
“Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente e não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício”, declarou.
Durante o governo do pai, Jair Bolsonaro (PL), o Bolsa Família foi extinto, em 2021, e substituído pelo Auxílio Brasil. O novo programa começou a ser pago com benefício mínimo de R$ 400.
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