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Ler matéria →Flávio Bolsonaro sob fogo cruzado por informação de pós-graduação não realizada
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, tornou-se alvo de críticas de adversários políticos após reportagens revelarem a menção a um curso de pós-graduação em Ciências Políticas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que ele não chegou a cursar. A informação aparecia em páginas oficiais do Senado, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em uma biografia oficial divulgada pela própria campanha do senador.
Adversários reagem com duras acusações de falsidade e má-fé
A descoberta gerou reações contundentes de outros postulantes ao Palácio do Planalto. Renan Santos (Missão) qualificou o episódio como “constrangedor” e “humilhante”, acusando Flávio Bolsonaro de “má-fé” e de simular informações em seu histórico acadêmico. Santos ironizou a situação, questionando onde o candidato teria obtido o suposto diploma e comparou o ocorrido a uma tentativa de diminuir sua própria formação, que também tem sido alvo de questionamentos por parte de aliados de Bolsonaro.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) foi ainda mais enfático, declarando que Flávio Bolsonaro “mente no currículo”. Caiado traçou um paralelo com o meio médico, onde a inclusão de especializações falsas pode levar à perda do registro profissional. “Na vida pública, parece que virou só ‘erro de digitação’. Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!”, afirmou o ex-governador, ressaltando a gravidade da situação para a confiança pública. Leia também: Alexandre de Moraes suspende 'penduricalhos' e exige devolução de verbas
Campanha de Flávio Bolsonaro atribui a menção a erros e equívocos
Procurada após a UFRJ confirmar não possuir registros de que Flávio Bolsonaro tenha estudado na instituição, a campanha do senador admitiu o equívoco. Em nota oficial, a assessoria informou que as menções à pós-graduação em Ciências Políticas são “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”. A equipe declarou que já solicitou as correções necessárias junto à plataforma.
A campanha de Flávio Bolsonaro reafirmou sua formação como graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e com MBA em Empreendedorismo pela FGV, informações que constam em seu site oficial. A nota buscou esclarecer que quaisquer outras informações divergentes tratam-se de inconsistências a serem corrigidas.
O que se sabe até agora
- Páginas oficiais do Senado, Alerj e da campanha de Flávio Bolsonaro mencionaram um curso de pós-graduação em Ciências Políticas na UFRJ.
- A UFRJ informou não ter registros de que Flávio Bolsonaro tenha cursado a referida pós-graduação.
- A campanha de Flávio Bolsonaro admitiu o erro, atribuindo a menção a equívocos e a possíveis informações extraídas da Wikipedia.
- Adversários como Renan Santos e Ronaldo Caiado criticaram o senador, acusando-o de mentir no currículo e de falta de compromisso com a verdade.
- A campanha do senador reiterou suas formações acadêmicas oficiais em Direito, Políticas Públicas e Empreendedorismo.
Perguntas frequentes
Flávio Bolsonaro realmente fez a pós-graduação na UFRJ?
Não. Tanto a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) quanto a campanha de Flávio Bolsonaro confirmaram que o senador não cursou a pós-graduação em Ciências Políticas mencionada em alguns de seus perfis oficiais.
Quem criticou Flávio Bolsonaro por essa questão?
Os candidatos Renan Santos (Missão) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) foram os primeiros a criticar publicamente Flávio Bolsonaro após a divulgação da informação. Mais de politica
Qual a justificativa da campanha de Flávio Bolsonaro?
A campanha atribuiu a menção à pós-graduação a “erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia”, e informou que já solicitou as devidas correções. Leia também: Ministério Público pede impugnação de candidato que quer usar nomes de Enéas
Este episódio levanta questionamentos sobre a checagem de informações em currículos de candidatos e o impacto de tais inconsistências na percepção pública durante o período eleitoral. A divulgação de informações incorretas, mesmo que atribuídas a falhas de divulgação, pode influenciar a confiança dos eleitores e a avaliação da integridade dos postulantes. A correção dos dados é um passo importante, mas as reações políticas e o debate público sobre o tema tendem a prosseguir.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui orientação médica. Consulte um profissional de saúde.





