Espanha diz que 37,5 mil imigrantes já retornaram de Ceuta para Marrocos
Ler matéria →Política Cúpula do PP barra Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro e apela para apoio do… PT Dirigentes argumentam que a senadora pode obter o endosso de petistas para se lançar à presidência do Senado, diante de atritos de Lula com Alcolumbre A direção nacional do Progressistas oficializou nesta sexta-feira 31 a decisão de permanecer neutra na disputa presidencial e descartou convocar uma convenção nacional para rever esse posicionamento, encerrando a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar como vice a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em nota, o partido informou que a decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais e que já foi comunicada– e acatada– pela própria congressista. O anúncio ocorreu poucas horas depois de Flávio afirmar a jornalistas, em São Paulo, que Tereza Cristina havia aceitado o convite para integrar sua chapa e que restava “apenas” o aval do partido para formalizar a composição. “
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O convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar ou não”, declarou o candidato do PL. A manifestação oficial do PP, porém, enterra a possibilidade de a legenda rever sua estratégia de neutralidade. Nos bastidores, a resistência ao movimento vinha crescendo desde a reunião entre Flávio e Tereza Cristina, realizada na quarta-feira 29. Leia também: Espanha diz que 37,5 mil imigrantes já retornaram de Ceuta para Marrocos
Segundo relatos obtidos por CartaCapital, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), consultou dirigentes estaduais e integrantes da executiva sobre uma eventual aliança com o PL. A maioria se posicionou contra a mudança de rumo, sob o argumento de que a neutralidade preserva a autonomia da legenda para manter alianças distintas nos estados e evita associar a federação União Progressista a uma candidatura considerada fraca. A estratégia para convencer Tereza Cristina, porém, foi além da defesa da neutralidade.
Dirigentes passaram a sustentar que disputar a vice-presidência significaria abrir mão de um projeto considerado muito mais promissor: a presidência do Senado em 2027. Na avaliação desse grupo, a próxima legislatura deverá ter uma composição significativamente mais favorável à direita, o que colocaria a senadora em posição competitiva para comandar a Casa. Mais do que isso, interlocutores do partido passaram a argumentar que Tereza Cristina poderia construir uma candidatura de consenso.
A avaliação é que, caso mantenha um perfil razoável e não assuma compromissos com pautas mais radicais do bolsonarismo– como propostas de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal –, ela teria condições de reunir apoio inclusive de setores do PT. Esse raciocínio leva em conta o momento delicado da relação entre o presidente Lula (PT) e o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que deve disputar a recondução ao cargo em 2027. Embora o Palácio do Planalto e Alcolumbre tenham mantido uma aliança ao longo dos últimos anos, a relação sofreu desgaste recente em razão de divergências sobre a condução da pauta legislativa, indicações para cargos e votações de interesse do governo.
Outro argumento apresentado à senadora é o peso simbólico de sua candidatura. Se eleita, Tereza Cristina seria a primeira mulher a presidir o Senado, fator que, na visão de dirigentes do Progressistas, poderia facilitar a formação de uma maioria suprapartidária em torno de seu nome. O movimento representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro de ampliar sua coalizão. Mais de noticia
Depois das dificuldades para atrair partidos do Centrão e da crise com Michelle Bolsonaro (PL), o senador passou a tratar Tereza Cristina como prioridade absoluta para a vaga de vice. Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL), ela é considerada um dos principais quadros do agronegócio, mantém bom trânsito no setor produtivo e era vista como capaz de conferir maior densidade política à chapa. Na quinta-feira 30, a senadora havia confirmado que se reuniu com Flávio para discutir o cenário eleitoral, mas ressaltou que uma eventual composição dependeria de “avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”. Leia também: Eventos Climáticos Extremos: Ventania Expondo Despreparo em RJ, SP e RS
Aliados afirmavam que ela já havia sinalizado disposição para aceitar o convite, enquanto lideranças do PL trabalhavam para convencer o PP a rever sua posição. A nota divulgada nesta sexta-feira, contudo, encerra a discussão dentro do partido. 2026 já começou Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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