Funcionários em greve pedem volta das linhas 11, 12 e 13 para a CPTM
Ler matéria →O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal (PF) e apura a atuação de um grupo de pessoas que teria mantido supostos negócios ilícitos em áreas do governo federal (entenda mais abaixo). Lulinha já é alvo de outras duas investigações que tramitam no Supremo sobre suspeitas levantadas pela PF.
Além desse terceiro inquérito, na mesma ocasião, Dino autorizou uma quarta investigação a pedido da PF: sobre vazamento de informações sigilosas relacionadas ao caso. Flávio Dino em sessão da Primeira Turma do STF— Foto: Luiz Silveira/STF O que diz a defesa
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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou receber com tranquilidade a abertura do novo inquérito e disse confiar na condução do caso pelo ministro Flávio Dino. Os advogados sustentam que vão aproveitar a investigação para esclarecer eventuais dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais de Lulinha e reiteram que ele não tem relação com irregularidades. Ao mesmo tempo, a defesa cobra providências contra o que classifica como vazamentos seletivos e criminosos de informações da investigação e afirma que setores da Polícia Federal estariam sendo instrumentalizados por interesses político-eleitorais, embora reconheça os esforços da direção-geral da corporação para preservar sua autonomia e independência.
Segundo os advogados, Lulinha já demonstrou, em outras apurações, não ter participação direta ou indireta em ilícitos. Outras investigações contra Lulinha O novo inquérito é o terceiro pedido de investigação da Polícia Federal envolvendo Lulinha em menos de uma semana.
Em 30 de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao Ministério da Saúde. Segundo a PF, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria atuado em favor de interesses ligados ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como " Careca do INSS". Mais de noticia
No dia seguinte, André Mendonça autorizou um segundo inquérito para apurar se Lulinha favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência, a Dataprev, e outros órgãos do governo federal. Nesse caso, a PF investiga suspeitas de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações surgiram a partir de elementos colhidos na operação " Leia também: PF encontra máquina de contar dinheiro durante Operação Sem Desconto
Sem Desconto", que apura fraudes em descontos aplicados sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF afirma que os novos inquéritos não tratam diretamente das fraudes nos benefícios, mas de eventuais atuações de Lulinha em favor de empresários e lobistas junto a áreas do governo federal. Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha—
Segundo o blog do Valdo Cruz, interlocutores do presidente afirmaram que o petista já tem o discurso pronto: não poupa ninguém que tenha culpa no cartório, nem mesmo seu filho. A equipe de Lula diz ainda haver nenhum sinal de que Lulinha teria conseguido vantagens dentro do governo para beneficiar a amiga Roberta Luchsinger. Os assessores reconhecem que o comando da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República irá explorar o tema, como já está fazendo, mas destacam que Lula já deu recado e seguirá na mesma linha durante todo o período eleitoral.
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