Espanha anuncia convocados para Copa 2026 sem atletas do Real Madrid
Ler matéria →A percepção da população argentina sobre a economia do governo de Javier Milei está em queda, com a expectativa de melhora se desgastando. O impacto é sentido principalmente no dia a dia dos lares, conforme revela o último Monitor de Opinión Pública (MOP) da Zentrix Consultora.
O levantamento aponta que 63% dos entrevistados consideram que o plano econômico deve ser modificado. Além disso, mais de seis em cada dez eleitores afirmam que a situação econômica será um fator determinante na próxima eleição presidencial em 2027. Leia também: pesquisa para presidente 2026: o impacto imediato para a temporada
O sinal de alerta não vem apenas dos indicadores macroeconômicos ou de discussões técnicas sobre inflação e equilíbrio fiscal. O desgaste se manifesta, sobretudo, na vida diária das famílias. Uma parcela de 59,5% define como "má ou muito má" a situação econômica do país, e, o que é mais preocupante para o oficialismo, 42,4% avaliam negativamente a própria realidade financeira.
Essa diferença marca uma mudança de etapa: o ajuste econômico, antes percebido como um sacrifício transitório, passou a ser sentido como uma dificuldade estrutural para sustentar o consumo e conseguir chegar ao fim do mês. Mais de esporte
A perda do poder aquisitivo é o principal sintoma dessa crise silenciosa. Segundo o informe, 85,1% dos argentinos afirmam que seus salários perdem para a inflação. Para agravar, 64,4% reconhecem que seus rendimentos são suficientes, no máximo, até o dia 20 de cada mês. Leia também: Leclerc culpa freios em batida em Mônaco; fornecedora diz estar "surpresa"
A combinação desses dados traça uma radiografia social delicada: famílias que cortam gastos essenciais, adiam consumos e reorganizam constantemente sua economia doméstica para sobreviver. Nesse contexto, também se aprofunda a desconfiança sobre as estatísticas oficiais. Cerca de 70,6% dos entrevistados consideram que o índice de inflação publicado é questionável.






