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'Fizeram amor para aliviar a dor': Nobel relembra o horror de Chernobyl 40 anos depois

'Fizeram amor para aliviar a dor': Nobel relembra o horror de Chernobyl 40 anos depois 'Fizeram amor para aliviar a dor': Nobel relembra o horror de Chernobyl 40 anos

'Fizeram amor para aliviar a dor': Nobel relembra o horror de Chernobyl 40 anos depois
'Fizeram amor para aliviar a dor': Nobel relembra o horror de Chernobyl 40 anos depois
27 abril 2026
Atualizado Há 9 horas

Quarenta anos atrás, em , um reator da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu, expondo quase 8,4 milhões de pessoas naquele país, em Belarus e na Rússia à radiação, segundo relatórios oficiais.

Centenas de milhares de moradores foram deslocados da região. Foi o pior desastre nuclear da história.

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Durante dez anos, a escritora bielorrussa e vencedora do Prêmio Nobel, Svetlana Alexievich, entrevistou mais de 500 pessoas que testemunharam o desastre. Leia também: Segurança Presidencial em Debate: Tiroteio em Jantar de Trump Gera Reunião na Casa Branca

Com base nesses relatos escreveu seu livro Vozes de Chernobyl. Além de reunir depoimentos de bombeiros que participaram do resgate, políticos, físicos e familiares das vítimas, sua obra explora o cotidiano dos cidadãos afetados direta e indiretamente — tanto física quanto psicologicamente — após a explosão da usina nuclear.

"Quando convidados a sentar à mesa, comer o próprio sanduíche separadamente, eu não conseguia fazer isso, fui criada numa cultura diferente. Ainda que existisse o risco. Depois eu fiquei doente. O que posso fazer? É o preço a ser pago", declarou.

A autora também descreve uma mulher que encontra na intimidade a única forma de aliviar o sofrimento do marido, causado pela doença desenvolvida após a exposição à radiação. Mais de mundo

"Ele estava morrendo e ela, de alguma forma, conseguia chegar até ele à noite. Ela subornava funcionários, escalava um cano e entrava sorrateiramente na ala de isolamento do hospital", lembra.

"Ela só conseguia aliviar aquela dor quando eles faziam amor à noite." Leia também: Fim da escala 6X1: Câmara instala comissão decisiva e relator define prazo para votar

O trabalho de Alexievich tornou-se uma fonte essencial para Chernobyl, a aclamada série da HBO.

Em 2015, ela recebeu o Prêmio Nobel de Literatura com o júri descrevendo sua obra como "um monumento ao sofrimento e à coragem do nosso tempo".

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