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Ler matéria →'Filme de terror': a ameba 'comedora de cérebros' que tem se espalhado pelo mundo

Crédito, Bruno da Rocha-Azevedo, Herbert B. Tanowitz e Francine Marciano-Cabral / Interdisciplinary Perspectives on Infectious Diseases
- Author, Isabel Shaw
- Role, Saúde Global, Serviço Mundial da BBC
- Published Há 5 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Poucos dias depois do que deveria ter sido um divertido período de férias em família na Costa Rica, Steve Smelski estava na unidade de terapia intensiva, lamentando a morte do seu único filho.
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Jordan tinha 11 anos. Ele morreu de infecção cerebral causada pela Naegleria fowleri, mais conhecida como a "ameba comedora de cérebros".
Tipicamente encontrada em lagos e fontes de águas quentes, além de piscinas abandonadas, a ameba entra no corpo pelas narinas, quando as pessoas pulam na água. Ela começa, então, a atacar rapidamente o tecido cerebral.
"Jordan nadou um dia, uma vez, e, agora, ele se foi", conta Steve, hoje com 67 anos, ao Serviço Mundial da BBC. Leia também: Mundo: Panorama da Semana em Geopolítica, Esporte e Ética Pública
No ano passado, foram identificados mais de 200 casos de infecções por Naegleria fowleri na Índia, o maior surto já registrado em todo o mundo. E novos casos continuam a surgir no país nos últimos meses.
Até então, menos de 500 casos haviam sido identificados em todo o mundo.
O surto gerou novos receios entre os pesquisadores. Eles afirmam que o organismo microscópico está sendo detectado em locais onde raramente era observado.
Em abril, uma criança de nove anos morreu em Rondônia com infecção por Naegleria fowleri, segundo a Agência de Vigilância em Saúde do Estado.
"Acho que haverá mais casos no futuro. Nós iremos observá-los em todo o mundo", afirma o parasitologista molecular Anastasios Tsaousis, da Universidade de Kent, no Reino Unido. Mais de mundo
'Ela leva seu cérebro embora'

Crédito, Steve Smelski
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Steve Smelski é natural da Flórida, nos Estados Unidos.
Ele havia passado horas com seu filho em uma fonte natural de águas quentes, perto do seu hotel na Costa Rica, quando Jordan começou a sentir dores de cabeça.
Eles voltaram para casa, a dor se agravou e Jordan começou a vomitar.
Seus pais decidiram levá-lo para um hospital local. Lá, ele começou a sofrer alucinações e disse que estava vendo insetos rastejando pelo teto.
"Ele olhava para nós, mas não sabia quem nós éramos", relembra Smelski. "Acho que ele não sabia quem ele próprio era."



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