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Crédito, Alina Fernández
- Author, Atahualpa Amerise
- Role, BBC News Mundo
- Published 13 agosto 2026, 13:16 -03Atualizado Há 1 hora
- Tempo de leitura: 8 min
Desde muito pequena, Alina Fernández recebia visitas frequentes de Fidel Castro (1926-2016). Mas ela passou grande parte da infância sem saber o motivo.
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Alina nasceu em Havana em 1956, fruto de um caso extraconjugal entre Castro e Naty Fernández, uma bela jovem da alta sociedade da capital cubana.
Na época, ele ainda era um dos líderes do movimento guerrilheiro que, três anos depois, iria depor o ditador Fulgencio Batista (1901-1973) e instalar um regime comunista autocrático na ilha do Caribe.
Nas décadas que se seguiram, calcula-se que até três milhões de pessoas tenham fugido do país rumo aos Estados Unidos. A própria filha de Castro foi uma delas. Leia também: Como nova onda de ataques às vacinas gerou efeito reverso nas redes sociais
Em Miami, nos Estados Unidos, Fernández, sua única filha reconhecida, recebeu a reportagem da BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Ela conversou sobre sua história de vida, ligada a um dos mais famosos e controversos políticos do século 20, que ela nunca quis chamar de "pai".

Crédito, Alina Fernández
Primeiras lembranças e visitas noturnas
Sua primeira recordação de Fidel Castro é de um homem barbudo que aparecia na TV nos horários em que, antes, eram apresentados desenhos do Mickey.
"Mickey Mouse desapareceu", relembra ela, hoje com 70 anos de idade. O personagem foi substituído por "homens barbudos pendurados em veículos, que me assustavam bastante e passavam dias na tela da TV".
A transformação do país dividiu muitas famílias, incluindo a dela própria. Mais de mundo
Sua mãe aprovou a revolução. Mas seus outros parentes preferiram deixar tudo para trás e tomar um avião para os Estados Unidos— incluindo Orlando Fernández, que Alina acreditava na época ser seu pai.

Crédito, AFP via Getty Images
Alina Fernández crescia sem compreender totalmente tudo isso. E, paralelamente, ela começou a receber visitas esporádicas do novo líder cubano. Leia também: Três homens executados no mesmo dia: o que explica o aumento na aplicação
Ela lembra que Castro brincava com ela no chão da sala de estar e trazia presentes, um deles bastante peculiar.
"Ele me deu um boneco vestido como ele", relembra Fernández. "Eu costumava puxar os pequenos fios de barba porque, para mim, era um boneco de brinquedo."
A verdade revelada
Quando tinha 10 anos de idade, Fernández ficou sabendo a verdade sobre seu pai biológico.
"Minha mãe me contou", relembra ela. "Ela ia me mudar de escola e não queria que alguém na rua dissesse para mim sem pensar."

Crédito, Alina Fernández



A fuga de Havana


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