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Fifa está indo longe demais com projeto de 'vender a Copa do Mundo'?

Fifa está indo longe demais com ganha peso no noticiário por causa dos desdobramentos mais recentes.

Fifa está indo longe demais com projeto de 'vender a Copa do Mundo'?
Fifa está indo longe demais com projeto de 'vender a Copa do Mundo'?
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, observa da tribuna durante um jogo da Copa do Mundo de 2026, na América do Norte

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Gianni Infantino apresentou a proposta mais ousada dos seus 10 anos na presidência da Fifa
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    • Author, Daniel Austin
    • Role, BBC Sport
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 9 min

Gianni Infantino chama a ideia de democratização do futebol.

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Mas o anúncio da Fifa de que a entidade pretende buscar investimentos privados para suas competições de futebol (incluindo a Copa do Mundo), por meio de associados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido com incredulidade e revolta pelos torcedores, políticos e organismos regionais.

O grande atrativo, segundo Infantino, são os US$ 40 milhões (cerca de R$ 205 milhões) de financiamento a serem fornecidos para todos os países da Fifa para "desenvolver o esporte", após a finalização do acordo.

Infantino estabeleceu um prazo até 19 de setembro para que as federações nacionais de futebol aceitem seu projeto, que dará acesso ao valor inicial de US$ 20 milhões (cerca de R$ 102,5 milhões). Leia também: Como a morte do pai mudou Jão e sua relação com a música, a fé e as redes

Esta é a medida mais ousada do atual presidente da Fifa em uma década de mandato.

Infantino é um administrador que se considera um líder mundial, no mesmo patamar de presidentes e primeiros-ministros.

Se a Fifa levar o projeto a cabo, ele terá consolidado seu poder a longo prazo e enriquecido seus investidores no processo.

Como Infantino pode implementar seu plano? E como ele pode ser derrubado?

Infantino tem apoio suficiente para que o plano tenha boas probabilidades de seguir adiante.

Desde que foi eleito presidente da Fifa em 2016, ele conquistou apoio generalizado e duradouro de muitos países da África, Ásia e do continente americano, que se beneficiaram financeiramente de diversas políticas gerenciadas por ele.

Elas incluem a ampliação da Copa do Mundo para 48 países, o crescimento da receita comercial e de direitos de transmissão supervisionada pela Fifa e um programa que aloca milhões de dólares diretamente para os países membros, todos os anos. Leia também: 'Na prisão, descobri que presos e guardas éramos vítimas de uma cúpula

Estas medidas concederam a ele uma base de apoio composta de mais da metade dos 211 países membros da Fifa.

As votações na Fifa exigem maioria simples. Se mais da metade votar a favor, o plano de Infantino será aprovado.

A proposta será atraente para muitos países, principalmente aqueles mais abaixo na cadeia alimentar do futebol. Para eles, um aporte de US$ 20 milhões seria mais do que eles ganhariam normalmente ao longo de vários anos.

O nível de apoio a Infantino parece ter fortalecido sua visão da presidência da entidade.

Recentemente, sua administração tomou decisões sem a votação dos seus membros, como a padronização das pausas de hidratação e do show musical de meia hora na final da Copa do Mundo. Elas seriam consideradas impensáveis quando Infantino assumiu o cargo, uma década atrás.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, olha para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante entrevista coletiva na Copa do Mundo de 2026
Legenda da foto, A família Trump poderá obter ganhos financeiros com a proposta de Infantino

Quais os benefícios para Infantino e os investidores?

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, aplaude enquanto fala e segura medalhas  de vencedores durante a apresentação do troféu na final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, no Estádio MetLife em Nova York, ao lado do presidente americano, Donald Trump
Legenda da foto, Infantino e Trump receberam vaias da torcida durante a final da Copa do Mundo de 2026

O conflito entre Infantino e Ceferin

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, olham das tribunas durante um jogo de futebol
Legenda da foto, As tensões tomaram conta do relacionamento entre Aleksander Ceferin e Gianni Infantino, que antes era cordial
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