Tragédia na BR-373: Colisão frontal deixa 23 mortos no Paraná
Ler matéria →Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, detalhou suas propostas para o estado e intensificou as críticas à gestão atual de Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante sabatina realizada nesta quarta-feira,. Em meio ao debate sobre a necessidade de rever contratos de concessão e privatizações, Haddad também apresentou planos para a segurança pública e defendeu sua estratégia de campanha, enquanto o volume de gastos com anúncios digitais para as eleições de outubro já supera os R$ 2,2 milhões.
Privatizações, Concessões e o Futuro da Sabesp
O foco das declarações de Haddad recaiu sobre o modelo de gestão pública e privada no estado. Ele afirmou ser favorável a concessões de setores considerados não estratégicos, como rodovias e transportes, citando sua autoria na Lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs) em 2003 e a realização de um número de concessões rodoviárias três vezes maior em sua gestão anterior em comparação com a atual. No entanto, o candidato se posicionou contra a privatização de setores essenciais como gás, água e energia, classificando como "calamidade" as privatizações de óleo e gás realizadas pelo governo Bolsonaro, que teriam prejudicado o setor e os consumidores em nível nacional.
Em relação à recente privatização da Sabesp pelo governo Tarcísio, Haddad reconheceu um "clamor" popular pela reestatização, com pesquisas indicando que entre 54% e 55% dos paulistas seriam favoráveis à medida. Contudo, ele antecipou que reestatizar uma empresa recém-privatizada seria um "imbróglio jurídico medonho" e "muito difícil". A proposta do candidato, caso eleito, é negociar e rever salvaguardas para a população, incluindo a fórmula de reajuste da conta e a questão do abastecimento. Ele enfatizou que as parcerias e privatizações devem ser "bem-feitas", criticando os modelos atuais em São Paulo, como a privatização de escolas, que estaria 38% mais cara que a operação pública e resultando na piora dos serviços.
Estratégia Eleitoral e Perspectivas para 2026
Ao abordar suas derrotas eleitorais anteriores, Haddad minimizou a importância do número de vitórias, focando na defesa de um projeto político. Ele se descreveu como o representante do PT e do presidente Lula para defender as bandeiras do partido em São Paulo, mesmo ciente do "perfil médio do eleitor" paulista. O candidato afirmou que topou a disputa pelo governo estadual pela segunda vez para defender as mudanças promovidas pela atual presidência e expor os problemas do estado, ressaltando que estar com as pessoas certas, mesmo que derrotadas, é mais importante do que apenas contar vitórias. Leia também: Copa Feminina 2027: Maracanã será palco de abertura e final no Rio
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado
Na área de segurança pública, Haddad propôs a criação de uma agência de combate ao crime organizado, com a participação de diversos setores das polícias Federal, Civil e Militar, além de representantes do Ministério Público e da Receita Federal. O objetivo principal seria sufocar as finanças de grupos faccionados. O candidato também defendeu a ampliação do uso de câmeras corporais nas fardas dos policiais, argumentando que o custo dessa tecnologia é insignificante comparado às vidas que pode salvar, e criticou a forma como o governo Tarcísio tem administrado a implementação de tecnologias nas polícias paulistas.
Gastos de Campanha Digital sob Escrutínio
No cenário pré-campanha para as eleições de 2026, informações indicam que Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad já investiram, juntos, pelo menos R$ 2,2 milhões em anúncios no Instagram e no Facebook. Esse valor foi apurado antes mesmo do início oficial do período eleitoral. Um estudo recente apontou que o Brasil possui menos transparência na divulgação de anúncios em redes sociais do que a União Europeia e o Reino Unido, levantando questões sobre a visibilidade e o controle dos investimentos em digital durante o ciclo eleitoral.
O que se sabe até agora:
- Fernando Haddad critica a forma como as privatizações vêm sendo conduzidas no governo Tarcísio, especialmente em setores essenciais como água e energia.
- O candidato defende concessões para setores não estratégicos, mas considera a privatização da Sabesp um tema complexo, propondo negociação de contratos ao invés de reestatização.
- Para a segurança pública, Haddad planeja uma agência integrada de combate ao crime organizado e a ampliação do uso de câmeras corporais para policiais.
- Haddad minimiza o impacto de derrotas eleitorais passadas, focando na defesa de um projeto político para São Paulo.
- Os gastos em anúncios no Instagram e Facebook por Tarcísio e Haddad já somam pelo menos R$ 2,2 milhões antes do início oficial da campanha.
Perguntas frequentes
Qual a posição de Fernando Haddad sobre a privatização da Sabesp?
Haddad reconhece o clamor popular pela reestatização da Sabesp, com pesquisas indicando apoio de mais da metade dos paulistas. Contudo, ele considera a reestatização de uma empresa recém-privatizada um "imbróglio jurídico medonho" e "muito difícil". Sua proposta é renegociar os contratos, rever salvaguardas para a população, a fórmula de reajuste da conta e a questão do abastecimento. Mais de noticia
O que Haddad propõe para a Segurança Pública em São Paulo?
O candidato propõe a criação de uma agência de combate ao crime organizado, envolvendo a Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Receita Federal, com o objetivo de sufocar as finanças de grupos faccionados. Além disso, ele defende a ampliação significativa do uso de câmeras corporais nas fardas dos policiais.
Quais setores Haddad considera estratégicos e não privatizáveis?
Haddad considera setores como gás, água e energia como estratégicos e, portanto, não favorável à sua privatização ou concessão. Ele os distingue de setores não estratégicos, como rodovias e transportes, onde as concessões podem ser benéficas se "bem-feitas" e com contratos adequados. Leia também: Motoristas de Transporte Especial do Distrito Industrial de Manaus Paralisação Causa Congestionamento e Confusão
As propostas e críticas de Fernando Haddad delineiam um cenário eleitoral intenso para o governo de São Paulo em 2026, com debates focados na eficiência dos serviços públicos, a gestão de recursos estatais e as prioridades em segurança. A forma como essas questões serão recebidas pelo eleitorado paulista e os desdobramentos dos contratos de privatização e concessão terão um impacto direto na vida dos cidadãos do estado.
Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).




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