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Ler matéria →Fenômeno de Raynaud: o que é, como surge, e quando se preocupar Alteração na cor e sensibilidade das extremidades do corpo costuma surgir em função do frio ou do estresse emocional Se você vê que suas extremidades mudam de cor e até ficam dormentes diante do frio ou de uma situação particularmente estressante, pode ser que seu corpo esteja lidando com a chamada síndrome ou fenômeno de Raynaud. Embora costume se apresentar na forma de uma alteração temporária que se resolve com relativa rapidez, essa situação também pode causar problemas sérios em algumas pessoas.
Entenda melhor como o fenômeno de Raynaud se manifesta, quando ele exige atenção extra e o que pode ser feito para minimizar seus impactos. O que é o fenômeno de Raynaud O fenômeno de Raynaud é a manifestação mais comum da chamada síndrome de Raynaud.
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Na prática, essa alteração ocorre quando os pequenos vasos sanguíneos localizados nos dedos das mãos e dos pés sofrem espasmos e se contraem, limitando a circulação e a oxigenação dessas extremidades. Em geral, esses espasmos ocorrem em resposta ao frio ou a uma situação de estresse emocional. Como ele surge?
A síndrome de Raynaud geralmente é dividida em duas manifestações: a síndrome primária, também chamada de doença de Raynaud, e a síndrome secundária, mais conhecida como o fenômeno de Raynaud propriamente dito. No caso da síndrome primária, a causa de fundo não costuma ser determinada. Já em relação à síndrome secundária, o fenômeno costuma estar relacionado a doenças autoimunes, problemas circulatórios já existentes e câncer, entre outras questões de saúde.
Independentemente da origem, os gatilhos costumam ser semelhantes, associados ao frio ou ao estresse– o que muda é a gravidade em potencial do quadro. Quais são os sintomas Os sintomas característicos do fenômeno de Raynaud são a alteração de coloração da pele em extremidades como os dedos das mãos e pés e a perda da sensibilidade nessas partes do corpo.
A mudança de cor costuma ocorrer em três fases: primeiro, há uma palidez, seguida de cianose (quando a pele fica azulada, indicando uma falta de oxigenação), com o posterior retorno do fluxo sanguíneo, o que gera um rubor na parte afetada. As crises costumam durar cerca de 15 minutos. Mais de saude
Quando se preocupar Um fenômeno de Raynaud que ocorre de forma isolada não costuma gerar danos graves. No entanto, se você convive com essa situação de forma recorrente, frequente ou com longa duração, a falta de oxigenação nas extremidades pode levar à formação de úlceras cutâneas, que podem infeccionar. Casos ainda mais graves podem inclusive gerar uma morte de tecidos, provocando gangrena nos dedos afetados, o que exige atenção médica imediata. Leia também: Não é só pelo ômega-3: peixes são grandes aliados da saúde cardiovascular
Tratamento A maioria das pessoas que sofrem com o fenômeno de Raynaud conseguem evitar crises com adequações simples no dia a dia. Se o gatilho é o frio, evitar temperaturas baixas, usar roupas mais quentes (e luvas) e evitar encostar em objetos ou superfícies geladas pode ser suficiente.
Quem convive com o fenômeno em função do estresse emocional deve adotar estratégias para evitar emoções mais fortes que levem ao problema. Casos mais graves, que levam a sintomas preocupantes, podem exigir que a síndrome seja tratada com medicamentos específicos para evitar os espasmos nos vasos sanguíneos.
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