Samsung vira alvo de nova ameaça judicial após bônus milionário
Ler matéria →Fabricantes de chips de memória atingem US$ 1 trilhão em valor de mercado Micron e SK Hynix se juntam à Samsung no clube trilionário. Investimentos em data centers de IA puxaram crescimento nos lucros das fornecedoras. Micron e SK Hynix se juntam à Samsung no clube trilionário.
Investimentos em data centers de IA puxaram crescimento nos lucros das fornecedoras. A Micron e a SK Hynix, duas das três maiores fabricantes de chips de memória, atingiram a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado entre terça e quarta-feira (26 e 27/05). Elas se juntam à Samsung, que alcançou a cifra em 6 de maio, puxada pela divisão de semicondutores.
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As companhias vêm tendo resultados financeiros expressivos graças ao boom da inteligência artificial. Investimentos gigantescos na construção de data centers levaram a um aumento enorme na demanda por chips de memória — causando, inclusive, escassez de componentes e uma alta de preços em praticamente todos os eletrônicos. Na terça (26/05), a americana Micron registrou uma alta de 19% no valor de suas ações após o banco de investimentos UBS aumentar o preço-alvo dos papéis, passando de US$ 535 para US$ 1.625.
Para a instituição financeira, a IA causou mudanças estruturais no setor de memórias, o que significa que os altos lucros serão mantidos de forma consistente. Já a SK Hynix fechou a quarta-feira (27/05) com alta de 9,3% na bolsa sul-coreana. Durante o dia, ela chegou a alcançar um valor de mercado de 1,68 quatrilhão de wons, equivalente a US$ 1,12 trilhão.
De acordo com a Counterpoint Research, no quarto trimestre de 2025, a SK Hynix respondia por 57% do faturamento global de chips HBM, usados em data centers. Resultados financeiros apresentados em abril apontaram que o lucro trimestral quintuplicou em relação ao ano anterior. Antes da dupla, a Samsung atingiu o mesmo patamar em 6 de maio. Mais de tecnologia
Um dos motivos foi a alta de 48 vezes no lucro da divisão de semicondutores. Mesmo assim, a companhia enfrenta dificuldades no setor de dispositivos móveis, que, ironicamente, sofre com o alto preço de componentes causado pelo mesmo boom da IA. Enquanto as fabricantes de chips de memória comemoram altos lucros, o setor de eletrônicos sofre com preços elevados e dificuldade para encontrar componentes usados em seus produtos. Leia também: Jato de plasma solar canibal atinge a Terra – o que se sabe até agora
Já em 2025, a projeção era de que os dispositivos ficariam mais caros e menos potentes, como forma de se adequar à nova realidade do mercado. As fornecedoras projetam que a crise deve durar até 2028. No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) diz que os reajustes podem chegar a 100% ao longo da cadeia de fornecimento, sendo 30% do valor repassado ao preço final de notebooks, celulares e TVs.
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