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fábio luís lula da silva: o impacto imediato para a temporada

Política PF prepara envio ao STF de conclusões sobre as fraudes no INSS e o Caso Master Ambas as investigações tramitam na Corte sob a relatoria do ministro André

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Política PF prepara envio ao STF de conclusões sobre as fraudes no INSS e o Caso Master Ambas as investigações tramitam na Corte sob a relatoria do ministro André Mendonça A Polícia Federal se prepara para entregar à Justiça as primeiras conclusões sobre duas das investigações mais rumorosas da atualidade: os descontos indevidos nas aposentadorias pagas pelo INSS e os crimes financeiros do finado Banco Master. O relatório inicial sobre o caso do INSS ficará pronto neste mês.

Sobre o Master, “muito em breve”. As informações são do diretor da PF para Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Dennis Cali. Ele participou nesta sexta-feira 3 de um café da manhã com jornalistas ao lado do chefe da corporação, Andrei Rodrigues.

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No caso do INSS, a principal hipótese criminal da polícia é que houve “desconto associativo não autorizado” em cima das aposentadorias. Recorde-se o enredo revelado pela chamada Operação Sem Desconto: diversas entidades mordiam uma fatia dos benefícios previdenciários pagos a aposentados sem que essa pessoas soubessem.

A justificativa da mordida era cobrar contribuição de sócio. Para a engrenagem criminosa funcionar, gente de dentro do INSS participava. A hipótese criminal da PF não exclui a ocorrência de outros ilícitos descobertos ao longo das apurações.

Por isso, o inquérito vai continuar. O relatório a ser finalizado neste mês será enviado ao juiz André Mendonça, condutor do caso do INSS no Supremo Tribunal Federal. Nos últimos dias, circularam notícias de que a investigação sofreria uma espécie de moratória durante a eleição, em especial a parte referente a Fabio Luis da Silva, filho do presidente Lula. Leia também: vote confea org br: o impacto imediato para a temporada

Segundo essas notícias, a PF teria alegado não dispor de recursos humanos suficientes para apressar a análise de todo o material apreendido. “ Esse tipo de abordagem, sim, é para fins eleitoreiros, não condiz com a realidade”, declarou o diretor-executivo da PF, William Murad, também presente ao café da manhã.

Segundo ele, a Operação Sem Desconto é aquela que conta com mais delegados e analistas na corporação. A apuração já teve nove batidas de rua, levou 27 pessoas à prisão e já analisou 40% do material apreendido. Mendonça também é o responsável pela Operação Compliance Zero, sobre os crimes do Master, e por isso também será o destinatário das primeiras conclusões da PF a respeito do caso.

Aqui, a hipótese da polícia é de fraudes no sistema financeiro. No café, o diretor-geral da PF comentou a proposta de delação de Daniel Vorcaro, o dono do ex-banco. A proposta foi rejeitada tanto pela polícia quanto pela Procuradoria Geral da República.

Segundo Rodrigues, ela não trazia nada que a PF já não soubesse. “Não existe interesse técnico”, disse. O caso ganhou um novo capítulo após a revelação, em maio, da intimidade de Vorcaro com o senador e presidenciável Flavio Bolsonaro (PL-RJ).

No fim de 2025, o filho mais velho de Jair Bolsonaro cobrou do então banqueiro o pagamento de dinheiro prometido para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente, conforme o site The Intercept Brasil. A PF acaba de abrir um inquérito para apurar a destinação de emendas parlamentares a uma ONG controlada pela dina da produtora do filme, a Go Up Entertainment. As emendas, um total de 2 milhões de reais, foram destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ). Mais de esporte

O ex-ator foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro e é o autor da primeira versão do roteiro. A instalação do inquérito foi autorizada pelo juiz Flavio Dino, do Supremo, a pedido de deputados governistas. Dino é encarregado na Corte de várias investigações sobre emendas parlamentares.

O filme e a relação de Flavio e Vorcaro são objeto de outro caso no STF, aos cuidados de Mendonça. O togado examina um pedido do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para que o senador seja investigado. Farias havia dirigido o pedido a Alexandre de Moraes, por ser este o relator do inquérito que levou à recente condenação de Eduardo Bolsonaro por crime de coação.

Essa coação consistiu no “tarifaço” e em sanções americanas contra o Brasil, uma forma de pressionar o País e o Supremo para que Jair Bolsonaro não fosse condenado por tentativa de golpe. O dinheiro de Vorcaro para Dark Horse pode ter ajudado a financiar a conspiração de Eduardo nos Estados Unidos, daí Lindbergh ter acionado Moraes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu perante Moraes que o caso fosse enviado a Mendonça, por ter mais ligação com o escândalo do Master do que com a conspiração. Leia também: Novak Djokovic avança em Wimbledon e iguala recorde histórico de Federer

O presidente do STF, Edson Fachin, concordou. Provocado por Mendonça, Gonet analisa o mérito em si do pedido de Lindbergh. Depois do parecer do procurador-geral, o magistrado decidirá se Flavio será ou não investigado, idem Dark Horse.

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