Após decisão sobre prisão domiciliar de Bolsonaro, Flávio chama Moraes
Ler matéria →A ex-presidenciável e senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) confirmou nesta sexta-feira (17) que é pré-candidata à reeleição no pleito de outubro em uma aliança com o PT do presidente Lula. Em uma rede social, Thronicke publicou uma foto em que ela está ao lado do petista e acrescentou a seguinte mensagem: "
Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser! ".
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A publicação foi feita após especulações de que a senadora poderia abrir mão da tentativa de reeleição para integrar uma chapa com o deputado federal Vander Loubet (PT-MS). Na virtual composição, Loubet seria o candidato a senador e ela ficaria como primeira suplente dele. Thronicke se filiou ao PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin em abril e desde então tem se aproximado do PT, em uma aliança que chama a atenção. Leia também: Presidente da Câmara de Vitória xinga em microfone aberto após sessão
Advogada, ela foi eleita para seu primeiro mandato eletivo em 2018 na onda bolsonarista, filiada ao PSL (que depois se uniu ao Democratas para formar o União Brasil), mesma sigla de Jair Bolsonaro na época. Em 2021, Thronicke chegou a ser vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional, sob a justificativa de ajudar o então presidente a aprovar "reformas e pautas conservadoras", além de propostas como a flexibilização do porte e posse de armas de fogo. "
As pautas que nos elegeram, o presidente Bolsonaro e eu, são as mesmas e sempre me mantive fiel a elas, pois são demandas da população brasileira", disse a parlamentar na época. Mas o distanciamento de Thronicke começou ainda naquele ano, em meio à pandemia de Covid-19, quando Bolsonaro atuou para desestimular a vacinação ao mesmo tempo em que defendia remédios ineficazes contra a doença, como a cloroquina. "É um momento que o Poder Público deve atuar com sabedoria.
A vacinação e condições dignas de tratamento continuam sendo as prioridades", disse Thronicke na época, durante uma reunião da CPI da Covid e após se recuperar da doença. Thronicke migrou para o União Brasil já em 2022, quando disputou as eleições para a Presidência da República. Acabou em quinto lugar no pleito vencido por Lula e alimentou o folclore eleitoral ao promover um duelo durante um debate na TV Globo com o então candidato do PTB, Padre Kelmon, chamado por ela de "padre de festa junina".
Em 2023, ela saiu do União Brasil e foi para o Podemos. Chegou a atuar como presidente estadual da sigla em Mato Grosso do Sul durante as eleições de 2024. Naquele ano, apoiou a candidatura de Beto Pereira, do PSDB, à Prefeitura de Campo Grande, mas ele terminou a corrida em terceiro lugar. Mais de politica
No Senado, ainda filiada ao Podemos, deu prioridade a pautas de combate à violência contra mulher. Também costuma abordar o tema do machismo na política durante suas falas na Casa. A troca de legenda para o PSB ocorreu em abril.
Para críticos das mudanças, Thronicke tem respondido que "recalculou a rota". " Entrei para a política em 2018 por um Mato Grosso do Sul mais justo e mais próspero. Leia também: Lula nomeia Rubio como adversário e consagra estratégia eleitoral contra Flávio
Nessa caminhada, sofri decepções, mas recalculei a rota e hoje estou no PSB, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, um homem honrado e trabalhador", disse ela, em um vídeo para seu eleitorado. " Se eu mudei?
Não, não mudei. Uma sigla ou uma cor diferente não mudaram meus valores e as minhas ideias", continuou a senadora. Em junho, Thronicke integrou a comitiva do presidente Lula em agenda no Mato Grosso do Sul e posou para fotos ao lado do petista.
Na chapa entre PT e PSB que se desenha para as eleições de outubro em Mato Grosso do Sul, além de Thronicke e Vander como os nomes para o Senado, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) seria o candidato a governador. Comentários
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