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EUA retomam ataques contra o Irã após mortes de militares americanos em base

Esta é a oitava noite seguida de ataques dos EUA contra o Irã

EUA retomam ataques contra o Irã após mortes de militares americanos em base na

Soldado da Marinha dos EUA treina tiro com fuzil de longo alcance (sniper) a bordo do navio anfíbio USS San Antonio, em imagem de arquivo— Foto: Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos

Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã neste sábado (18), informou o Comando Central do país, após dois militares americanos morrerem na Jordânia e outro ser dado como desaparecido após um ataque iraniano.

Leia no AINotícia: Mundo: Tarifas EUA-Brasil, Celebração na Inglaterra e Nomeação Diplomática

Esta é a oitava noite seguida de ataques dos EUA contra o Irã. Nos últimos bombardeios, os americanos atingiram infra-estrutura civil, como pontes e usinas de dessalinização.

Antes dos ataques de sábado, o líder supremo do Irã afirmou que Washington pagaria por "tentar escalar o conflito". Leia também: Resposta do Irã deixa mortos e aumenta escalada com EUA após rompimento

"Os ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada", afirmou o comando, sem fornecer mais detalhes.

A agência de notícias iraniana Mehr informou que os EUA realizaram um ataque perto de Sirik, no sul do Irã, acrescentando que não houve relatos de vítimas ou danos à infraestrutura.

Mais cedo, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã.

Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia.

Segudo o jornal "The New York Times", o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks. Mais de mundo

Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos.

"Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação", diz o comunicado do Comando Central (CentCom). Leia também: Dois americanos morrem em ataque do Irã à Jordânia e um está desaparecido

"Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço", afirma a nota.

O CentCom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos.

Vídeo mostra momento em que mísseis caem em base militar dos EUA na Jordânia, diz agência

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Escalada militar

Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado nas redes sociais que os Estados Unidos voltaram a descumprir compromissos assumidos no acordo de paz durante a guerra no Oriente Médio e disse que a assinatura de um presidente americano "não tem valor nem credibilidade".

"A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano", diz a publicação.
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