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EUA pretendem atacar em terra cartéis de droga na América Latina: 'Alvo

EUA pretendem atacar em terra cartéis de droga na América Latina: 'Alvo como Estado Islâmico e Al-Qaeda' Crédito, EPA Legenda da foto, O secretário de Defesa dos EUA

EUA pretendem atacar em terra cartéis de droga na América Latina: 'Alvo como
EUA pretendem atacar em terra cartéis de droga na América Latina: 'Alvo como Estado Islâmico e Al-Qaeda'
Hegseth gesticulando ao discursar em frente a painel que diz 'combate aos cartéis'

Crédito, EPA

Legenda da foto, O secretário de Defesa dos EUA afirmou que parcerias com Equador, Colômbia e outros países latino-americanos permitiram ataques terrestres contra o tráfico de drogas
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    • Author, Mariana Alvim
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Published Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 3 min

Os Estados Unidos planejam fazer ataques terrestres para desmantelar cartéis de drogas na América Latina, afirmou o secretário de Defesa do país, Pete Hegseth, na quarta-feira (12/08).

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Em visita ao Panamá, Hegseth afirmou que o governo de Donald Trump está "trabalhando" com o Equador, com a Colômbia e com outros "parceiros" para levar a "luta contra as organizações de tráfico de drogas para a terra".

"Como você viu com as ofensivas contra barcos de organizações de tráfico de drogas— será o mesmo efeito em terra", disse o secretário ao responder a pergunta de um jornalista, durante entrevista coletiva em um centro de treinamento militar.

A partir de setembro de 2025, os EUA iniciaram uma série de ataques contra barcos que alegaram pertencer ao tráfico de drogas, deixando mais de 150 mortos. Leia também: Israel alertou EUA várias vezes sobre ameaça de morte contra Trump, diz agência

"Em qualquer lugar que você traficar drogas, em que você ameaçar o povo americano e nossos parceiros, você é um alvo, assim como o Estado Islâmico ou a Al-Qaeda."

"Passamos 25 anos aperfeiçoando a cadeia de operações para diagnosticar e atacar redes do outro lado do mundo. Que tal aproveitarmos essas competências, com os melhores profissionais americanos, e aplicá-las aqui? Foi por isso que falei sério ao dizer que os cartéis estão sendo advertidos— desde a base do tráfico de cocaína até o fentanil e o controle territorial no México."

Perguntado se os EUA podem atacar remanescentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) na Colômbia em parceria com o governo local, Pete Hegseth respondeu que sim.

"Organizações designadas como terroristas serão alvos legítimos do governo dos Estados Unidos— em conjunto com governos parceiros, incluindo a Colômbia."

Na visita ao Panamá, Hegseth se encontrou com representantes dos 19 países que fazem parte da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (ACCC, na sigla em inglês)— incluindo a Colômbia, que aderiu recentemente ao grupo, após a posse de Abelardo de la Espriella, mais alinhado ideologicamente ao governo de Donald Trump que seu antecessor.

A ACCC, chamada também de Escudo das Américas, foi criada pelos EUA em março com o objetivo de combater o narcotráfico, a imigração irregular e "limitar a interferência estrangeira geopolítica", conforme diz um texto de divulgação do governo americano— nas entrelinhas, isso indica o objetivo de frear o poder chinês na região. Leia também: O que acontece após Flávio Bolsonaro não conseguir registrar candidatura no TSE

Desde sua fundação, o grupo atraiu líderes alinhados politicamente a Trump, como Nayib Bukele e Javier Milei, presidentes de El Salvador e Argentina.

Imagem de baixa qualidade, como se fosse de câmera de vigilância, mostra barco pegando fogo

Crédito, Donald Trump via Truth Social/via REUTERS

Legenda da foto, Barco atacado pelos EUA em 2025; secretário americano afirmou que, após ações no mar, país planeja ofensiva contra o tráfico de drogas em terra

No Panamá, Hegseth mais uma vez fez referência à Doutrina Monroe.

Datada de 1823, ela norteou a política externa dos EUA para a América Latina em vários governos— estabelecendo os chamados corolários, uma espécie de reinterpretação da doutrina por diferentes líderes.

O mais conhecido deles é o corolário de Theodore Roosevelt, presidente que determinou em 1904 que os EUA poderiam intervir nos assuntos internos de uma nação latino-americana se esta demonstrasse incapacidade de cumprir obrigações internacionais.

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