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Washington e Dubai | Reuters
A Guarda Revolucionária do Irã disse nesta segunda-feira (13) que atacou instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, destruiu sistemas de radar em Omã e atingiu tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em sua mais recente resposta a outra onda de ataques dos EUA.
Os ataques foram os mais recentes em um ciclo de ações e contra-ataques enquanto o Irã busca afirmar controle sobre a navegação pelo estreito de Hormuz.
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Os militares americanos disseram que atingiram sistemas iranianos de defesa aérea, radares costeiros, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações, usando aeronaves, navios e drones durante operações no domingo (12).
A violência renovada lança mais dúvidas sobre o futuro de um acordo provisório entre EUA e Irã assinado no mês passado, que visava reabrir o estreito e encerrar a guerra após mais 60 dias de negociações.
Na última semana, Trump afirmou que considera o cessar-fogo encerrado, embora tenha deixado a porta aberta para mais conversas. Leia também: Mercado de apostas esportivas: analistas projetam forte alta
O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, postou no X no domingo: "A era dos acordos unilaterais ACABOU. Nós avisamos: cumpram sua palavra ou paguem o preço. A realidade está batendo à porta."
A guerra que os EUA e Israel lançaram contra o Irã em 28 de fevereiro desestabilizou o Golfo, onde o Irã atacou bases americanas em países de toda a região. O bloqueio efetivo do estreito pelo Irã elevou os preços da energia e alimentou a inflação global.
A Guarda Revolucionária disse em comunicado nesta segunda que a única forma de restaurar o tráfego regular de navios pelo estreito é encerrar as intervenções militares americanas na via navegável, e alertou que "a interferência contínua poderia levar a incidentes maiores no setor global de petróleo e gás".
Preços mais altos, especialmente da gasolina, são politicamente sensíveis para Trump antes das eleições legislativas de novembro.
Autoridades americanas disseram que cerca de 20 embarcações foram escoltadas pelo estreito nas 24 horas anteriores, embora sites de rastreamento de navios mostrassem pouco tráfego em movimento. Mais de esporte
O Irã tem buscado estabelecer um sistema permanente para cobrar taxas no estreito, que transportava um quinto do petróleo mundial e das remessas de gás natural liquefeito antes da guerra, e alertou embarcações a não navegarem sem sua autorização.
O país disse no final de sábado (11) que havia fechado a via navegável após disparar um tiro de advertência que atingiu uma embarcação viajando por uma rota não autorizada. No domingo, disse ter desabilitado uma segunda embarcação.
A recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã disse no domingo que a passagem pelo estreito não era possível no momento devido a "movimentos ilegais recentes das forças militares dos Estados Unidos na região". Permissões seriam emitidas "assim que a estabilidade e a calma forem restauradas", afirmou. Leia também: Pentágono revela volta ao centro do debate na temporada
Os EUA, que revogaram na terça-feira uma licença que isentava sanções sobre a venda de petróleo iraniano após ataques anteriores à navegação, disseram que suas forças estavam posicionadas para salvaguardar a liberdade de navegação apesar do que descreveram como "agressão, assédio, ameaças e declarações arbitrárias" do Irã.
"O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo", afirmou.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, reiterou a orientação de que, apesar de uma grave ameaça à segurança, uma rota sul "expandida" próxima a Omã estava disponível para tráfego em ambas as direções.
No sábado, o Comando Central dos EUA disse que forças americanas atingiram 140 alvos militares iranianos, e que mais de 300 foram atacados ao longo de três noites nesta semana "para degradar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais transitando livremente pelo estreito".
A Guarda Revolucionária do Irã disse no fim de semana que destruiu um centro de comando e controle e hangares de drones na Jordânia, aliada dos EUA, atacou um radar americano e posteriormente sistemas de lançadores de foguetes no Kuwait, atacou plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões americanos em Omã e destruiu um centro de manutenção de jatos e instalação de comando no Catar.
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