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EUA confirmam chegada do El Niño no mundo: o que o fenômeno significa

EUA confirmam chegada do El Niño no mundo: o que o fenômeno significa para a saúde dos brasileiros Calor extremo, secas e enchentes: evento climático pode ser um dos

EUA confirmam chegada do El Niño no mundo: o que o fenômeno significa para a

EUA confirmam chegada do El Niño no mundo: o que o fenômeno significa para a saúde dos brasileiros Calor extremo, secas e enchentes: evento climático pode ser um dos piores da história e trará problemas que também vão causar impactos no seu corpo O que antes era tratado como uma possibilidade muito forte, agora virou confirmação: nesta quinta-feira, 11, a a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), agência climática norte-americana, declarou que as condições já permitem afirmar que estamos em pleno fenômeno El Niño. Desta vez, o evento climático, marcado por anomalias no aquecimento do Oceano Pacífico, tende a ser ainda pior do que o normal. O risco de um histórico “Super El Niño” é considerado elevado, com o momento mais crítico projetado para o período entre novembro de 2026 e janeiro de 2027: há 63% de chance de que ele atinja a categoria

“muito forte” nessa janela de tempo. Marcado por calor extremo, que pode trazer grandes secas ou enchentes dependendo da região do país, o período de El Niño preocupa muito pelos impactos que pode trazer à saúde dos brasileiros. Conheça quais são eles.

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Dengue e outras doenças associadas a mosquitos Em um país como o Brasil, a grande preocupação em torno das condições climáticas típicas de um El Niño é a expansão das arboviroses, as doenças virais que têm mosquitos como vetores. O evento cria um cenário perfeito para que insetos como o Aedes aegypti se proliferem: temperaturas mais altas e períodos de chuva alternados com fases secas, propiciando o acúmulo de água parada. Leia também: Saúde: Panorama da Semana com Ebola, Bebês e Futebol Infantil

Não é preciso ir muito longe para observar os impactos: em 2024, logo a sequência do mais recente El Niño, o Brasil já teve a maior epidemia de dengue já registrada. E não só as doenças transmitidas pelo Aedes (que, além da dengue, também incluem zika e chikungunya) que preocupam: nos últimos anos, as mudanças climáticas têm feito a febre Oropouche, antes restrita à região amazônica, se expandir cada vez mais para outras áreas do país. O aquecimento permite que os mosquitos sobrevivam em áreas que antes não eram ideais para eles, colocando populações cada vez maiores em risco de contato com os vírus carregados por esses insetos.

+ Perigos do calor extremo Quando a temperatura sobe demais, o corpo humano pode entrar em estresse térmico, quando há uma perda da capacidade de regular a temperatura interna, algo que, normalmente, ocorreria através do suor.

A temperatura corporal pode passar dos 40 graus, aumentando os riscos de problemas como um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto. O calorão também aumenta consideravelmente a chance de desidratação, exigindo uma atenção redobrada com pessoas idosas, que naturalmente sentem menos sede, e podem não perceber que precisam tomar água até já estarem debilitados em um nível avançado. A perda de eletrólitos (minerais essenciais para o corpo) causada pela desidratação também pode gerar sintomas incapacitantes e mais estresse cardiovascular.

Aliás, é bom ter no radar: embora o El Niño seja, de modo geral, associado a temperaturas mais quentes que a média, esse fenômeno é caracterizado por extremos climáticos. Pontualmente, pode haver viradas do tempo e momentos esparsos, mas intensos, de muito frio– que também está associado a uma elevação nos riscos cardiovasculares. Secas Mais de saude

Além de expor os brasileiros a possível necessidade de cortes no abastecimento de água, as secas características do El Niño podem promover uma piora daquilo que é disponibilizado para consumo humano. Rios e reservatórios até podem secar, mas a sujeira e o esgoto que vão parar neles continuam em volume parecido, o que aumenta a concentração de poluentes e o risco de sofrer doenças gastrointestinais associadas à água contaminada. Causadores de vômitos e diarreias, esses quadros também podem debilitar e acelerar a desidratação. Leia também: Dia dos Namorados ganha destaque após novo desdobramento em dia dos namorados

O problema é pior em áreas sem saneamento básico robusto, mas a falta de água afeta a todos indiscriminadamente: mesmo onde ainda haja água limpa para beber e cozinhar, pode haver racionamento do que é usado na higiene cotidiana, o que também abre as portas para problemas de saúde. Um contexto de secas e temperaturas mais altas também aumenta a chance de queimadas, com liberação de material particulado na atmosfera, incrementando os problemas respiratórios dos brasileiros. Chuvas

Em um país continental como o nosso, o El Niño pode produzir consequências bem antagônicas, dependendo da região envolvida. É só olhar o último ciclo desse evento climático: em 2024, enquanto o Rio Negro, no Amazonas, registrava a maior seca de sua história, no canto oposto do mapa o Rio Grande do Sul vivenciava as piores enchentes já registradas pelo estado. Nas áreas onde as chuvas podem aumentar, além dos riscos intrínsecos à inundação e aos deslizamentos de terra, também ficam impactos duradouros para a saúde.

Entre os perigos, estão a contaminação de aquíferos por poluentes e o extravasamento das redes de esgotos, expondo a população a doenças como a hepatite e a leptospirose.

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