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EUA bombardeiam alvos no Irã após ataque a navio no Estreito de Ormuz

EUA bombardeiam alvos no Irã após ataque a navio no Estreito de Ormuz Crédito, Reuters Legenda da foto, Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, em março de

EUA bombardeiam alvos no Irã após ataque a navio no Estreito de Ormuz
EUA bombardeiam alvos no Irã após ataque a navio no Estreito de Ormuz
Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, em 11 de março de 2026

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, em março de 2026
Article Information
    • Author, Bernd Debusmann Jr
    • Role, Repórter da Casa Branca
  • Published Há 35 minutos
  • Tempo de leitura: 4 min

Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos no Irã depois que o presidente Donald Trump acusou Teerã de cometer uma "violação insensata" da trégua, após um ataque a um navio cargueiro no Estreito de Ormuz.

Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama

Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que atingiu instalações de armazenamento de mísseis e drones, além de posições de radar na costa iraniana nesta sexta (26/6).

O Centcom classificou os ataques como "uma resposta poderosa" ao ataque com drones.

"A agressão injustificada das forças iranianas contra a navegação comercial violou claramente o cessar-fogo", afirmou o comando em comunicado. Leia também: Quando o Brasil exportava maconha: o passado de um comércio esquecido

"Além disso, o comportamento perigoso do Irã compromete a liberdade de navegação em um dos mais importantes corredores do comércio internacional."

O Centcom informou que as Forças Armadas dos EUA "continuarão fornecendo coordenação e apoio para garantir a passagem segura de embarcações comerciais que transitam pelo estreito".

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelo ataque.

Em comunicado divulgado na noite desta sexta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que "o regime americano, que viola acordos, mais uma vez descumpriu seus compromissos e realizou um ataque aéreo contra a costa iraniana, sob o pretexto de que um navio teria violado uma rota não autorizada no Estreito de Ormuz".

E ameaçou: "Se a agressão se repetir, nossa resposta será ainda mais ampla do que isso." Mais de mundo

Donald Trump

Crédito, Getty Images

A Guarda Revolucionária também acusou o "regime sionista"— referência a Israel— de violar o cessar-fogo no Líbano.

A declaração ocorre no mesmo dia em que Israel e o Líbano assinaram, em Washington, um acordo-quadro para um plano de paz. Apesar do cessar-fogo em vigor, confrontos esporádicos entre forças israelenses e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, continuaram recentemente no sul do Líbano.

Teerã fechou o Estreito de Ormuz depois do início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.

A interrupção da navegação pela rota estratégica para o transporte de petróleo e gás provocou uma disparada nos preços internacionais do petróleo e afetou o fluxo de outras commodities essenciais, como fertilizantes.

Em 17 de junho, Estados Unidos e Irã firmaram um memorando de entendimento com 14 pontos para encerrar as hostilidades. O acordo previa, entre outros compromissos, que o Irã faria todo o possível para garantir, durante 60 dias e sem cobranças, a passagem segura de embarcações comerciais pelo estreito.

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