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EUA assinam acordo histórico que permite Arábia Saudita desenvolver energia

Crédito, Stefani Reynolds/Bloomberg via Getty Images Legenda da foto, Trump e Mohammad bin Salman têm relação próxima Article Information Author, Redação Role, BBC News

EUA assinam acordo histórico que permite Arábia Saudita desenvolver energia
Trump e Mohammad bin Salman

Crédito, Stefani Reynolds/Bloomberg via Getty Images

Legenda da foto, Trump e Mohammad bin Salman têm relação próxima
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    • Author, Redação
    • Role, BBC News
  • Published 22 julho 2026
    Atualizado Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 4 min

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (22/7) que chegaram a um acordo histórico que permitirá a Arábia Saudita desenvolver energia nuclear pela primeira vez.

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Segundo o Departamento de Energia dos EUA, os dois países assinaram um acordo de cooperação nuclear para fins pacíficos, juntamente com um acordo bilateral complementar de salvaguardas.

Os acordos assinados com a Arábia Saudita estabelecem a "base legal" para uma "parceria de várias décadas e de bilhões de dólares", disse o governo americano.

O departamento de energia afirmou ainda que o acordo proporcionará "amplo acesso" às empresas americanas no programa saudita de energia nuclear e "reforçará os padrões globais de não proliferação" de armas nucleares. Leia também: Mundo em Foco: Tarifas, Conflitos e Imprevistos Marcam a Semana

"Agora, o acordo será encaminhado ao Congresso para análise", acrescenta o comunicado.

Ainda não estão claros todos os detalhes do acordo.

Mas reportagens publicadas na imprensa americanas nesta quarta haviam noticiado que empresas americanas poderão operar centrais nucleares em território saudita, fazendo com que o país enriqueça seu próprio combustível para reatores nucleares, em vez de depender de combustível importado.

Em 2023, segundo dados da Administração de Informação sobre Energia dos EUA (EIA), 62% da energia produzida na Arábia Saudita foram provenientes de gás natural, 38% de petróleo e menos de 1% de fontes renováveis.

Segundo especialistas em energia, mesmo com o acordo, provavelmente levará pelo menos uma década para que a Arábia Saudita coloque em operação usinas nucleares para geração de energia civil. Mais de mundo

O receio das armas nucleares

A assinatura do acordo, porém, já gera preocupação no Oriente Médio. Leia também: Como nova tarifa contra o Brasil faz parte de estratégia maior de Trump

O ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, pediu ao governo israelense para "agir com determinação" para impedir o acordo.

"O programa nuclear civil da Arábia Saudita acabará resultando em armas nucleares", escreveu Liberman no X, acrescentando que isso levaria a uma "corrida armamentista insana em todo o Oriente Médio".

O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, líder de fato da Arábia Saudita, chegou a afirmar no passado que buscará desenvolver armas nucleares caso o Irã, rival histórico dos sauditas, faça o mesmo.

Mas, segundo análise de Frank Gardner, correspondente de segurança da BBC, o acordo de agora não significa que os sauditas buscarão uma bomba nuclear, pelo menos nas condições atuais.

Nas profundezas de suas montanhas desérticas, longe da observação dos satélites americanos, o Irã prosseguiu com o enriquecimento de 441 kg de urânio a 60% de pureza, muito acima dos 3,67% necessários para a geração de energia nuclear para fins civis e a apenas um curto passo do urânio altamente enriquecido em grau militar, necessário para construir uma bomba.

A aproximação EUA-Arábia Saudita

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