De 'aluno' a rival na Copa: como Brasil ajudou Japão a dar um salto no futebol
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Crédito, BBC/Emma Lynch
- Author, Ruth Clegg
- Role, Da BBC News
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 8 min
O telefone de Marios apita e se ilumina. Ele acaba de receber uma mensagem de WhatsApp minha pedindo uma entrevista para esta reportagem.
Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama
Ele quer responder imediatamente. A vontade, ele me conta mais tarde, é avassaladora.
No entanto, ele está no meio de uma sessão de terapia sobre seu vício em telefone celular. Ele não pode responder agora.
Ele se controla. Mas assim que a reunião termina, ele volta ao telefone e, uma hora depois, nos falamos através de uma chamada de vídeo. Leia também: Os resgates de dois meninos de 11 anos presos após dias nos escombros
"Sinto muito", digo. "A última coisa que eu queria fazer era interromper sua sessão."
"Não se preocupe", suspira Marios. "Essa é a sensação que tenho há muitos anos: essa necessidade incontrolável de usar meu telefone."
"É como carregar seu próprio traficante. Minha droga está sempre no meu bolso, piscando, apitando e me lembrando de tomar uma dose."

Crédito, BBC/Marios
Em um dia ruim, Marios, que é personal trainer em Londres, passava mais de 14 horas olhando para a tela (o Instagram, diz ele, é o principal problema). Mas agora ele está fazendo um curso de 12 sessões de terapia particular para tentar conter essa compulsão, que ele acredita ser impulsionada pela solidão. Mais de mundo
Uma olhada nas estatísticas de tempo de tela do meu telefone me diz que verifiquei meu aparelho 116 vezes ontem. Também passei mais de três horas olhando para ele.
Marios é viciado? Eu sou viciada?
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Crédito, BBC/Emma Lynch
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O vício em telefone ainda não existe como um problema de saúde oficial, mas, em uma pesquisa recente com mil adultos realizada pela Deloitte, 70% dos entrevistados disseram que passam tempo demais em seus telefones. À medida que um número crescente de acadêmicos alerta que smartphones estão mudando a química do nosso cérebro, especialistas em dependência me disseram que estão vendo mais clientes completamente dependentes de seus dispositivos.
No ano passado, um em cada três clientes tratados por dependência de drogas pelos UK Addiction Treatment Centres (UKAT), que atendem 3,5 mil pessoas por ano, também apresentava uma dependência secundária de telefone. Em 2019, eram apenas um em cada dez.




- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
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