O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, disse neste domingo, 3, que em mais de quatro décadas atuando nas forças de segurança do Estado, não tinha se deparado com algo tão terrível quanto o caso do estupro coletivo de duas crianças. Os agressores filmaram as violências e divulgaram os vídeos em redes sociais. +
Leia mais notícias de Brasil em Oeste Receba nossas atualizações “ Em 45 anos de polícia, não consegui ver o vídeo até o fim; cena terrível, inesquecível, vai ficar no meu subconsciente por muito tempo”, declarou.
Leia no AINotícia: Panorama de Notícias: Governo, Empresas e Trânsito do Dia
De acordo com o secretário, um adolescente envolvido ainda não foi localizado pela polícia. “Tem uma pessoa foragida ainda, que é o Christian (adolescente agressor). Mas temos equipes negociando com a família nesse momento para ele se entregar, que é melhor pra ele.
” Três adolescentes foram apreendidos. No final da tarde deste sábado, 2, o único adulto envolvido foi encontrado depois de fugir para a Bahia. Eles vão responder pelos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de imagem de menor e corrupção de menores.
Investigação do estupro Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, responsável pela investigação, o caso primeiro repercutiu nas redes sociais, mas a ocorrência não tinha sido apresentada na delegacia. “Assim que tomamos conhecimento, os investigadores saíram a campo, conseguiram localizar as vítimas, porque as vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem o boletim de ocorrência na delegacia. Leia também: Mulher usa 'X' na mão e denuncia marido
Embora na internet estivesse sendo divulgado os vídeos, a família não havia registrado o boletim. ” Janaína afirma que a irmã de uma das vítimas, que não mora mais na comunidade, recebeu os vídeos, reconheceu e levou o caso à delegacia.
Mas ela não tinha informações sobre onde e quando os crimes ocorreram. As famílias foram pressionadas para não acionar a polícia. “
A família foi pressionada pela comunidade. Eles queriam resolver entre eles e não queriam que a polícia tomasse conhecimento. ” +
Flávio pede redução da maioridade penal depois de estupro coletivo A investigação indica que os agressores conviviam com as vítimas e se aproveitaram dessa relação para cometer os crimes. “
Eles eram vizinhos e eles conviviam. As crianças tinham confiança neles. Foram soltar pipa. Mais de noticia
Eles foram atraídos para esse imóvel [de um dos adolescentes] porque eles passaram e falaram: ‘Vamos soltar pipa? Ah, entra aqui que tem uma linha’.
” Ela seguiu o relato: “ Um dos adolescentes falou que inicialmente era uma brincadeira que acabou escalando. Mas a iniciativa de gravar os vídeos foi do maior.
Foi ele que começou as brincadeiras, segundo eles. E ele começou a gravar no celular dele. E depois ele pediu para que outro menor gravasse. Leia também: Adolescente suspeito de participar de estupro coletivo de duas crianças em SP é apreendido em Jundiaí
” Entenda o caso O crime ocorreu em 21 de abril na comunidade de União de Vila Nova, bairro na Subprefeitura de São Miguel Paulista, na zona leste da capital.
“A família, por receio, não teve coragem de denunciar. O conselho tutelar e a polícia só tomaram conhecimento em 24 de abril”, afirma o subprefeito Divaldo Rosa, em vídeo publicado nas redes sociais. Ele só se pronunciou sobre o caso na última quinta-feira, 30.
Os agressores gravaram o estupro de vulneráveis e am as imagens em uma rede social. Em um dos vídeos, de 63 segundos, as crianças choram, gritam e falam ao menos nove vezes “para” e cinco vezes “eu não quero”. Enquanto isso, os violadores riem, insistem no ato e agridem as vítimas.
O Estadão não conseguiu contato com a defesa dos adolescentes, nem do foragido. A reportagem procurou o Ministério Público e a Defensoria Pública, mas não teve retorno À reportagem, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) definiu o caso como “terrível”. “
As crianças foram acolhidas por órgãos da prefeitura. Uma está com a mãe em uma Vila Reencontro. A outra está com os dois irmãos no Serviço Institucional para Criança e Adolescente, porque o Conselho Tutelar verificou que não havia condições de continuarem com a mãe, que é dependente química, onde viviam.
Leia também no AINotícia
- Panorama de Notícias: Governo, Empresas e Trânsito do DiaNoticia · agora
- Paraíba em Emergência: Mais de 30 Cidades AtingidasNoticia · 1h atrás
- Neta se casa com vestido da avó de 62 anos e emociona em GoiásNoticia · 1h atrás
- Tensão em Ormuz: Ataque a navio dos EUA reportado após Irã demarcar controleNoticia · 2h atrás
