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Estupro coletivo de crianças em SP: o que se sabe sobre o crime que chocou até delegado

A Polícia Civil de São Paulo investiga o estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos de idade, em São Miguel Paulista, na Zona Leste

Estupro coletivo de crianças em SP: o que se sabe sobre o crime que chocou até delegado

A Polícia Civil de São Paulo investiga o estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos de idade, em São Miguel Paulista, na Zona Leste. Cinco suspeitos foram identificados, sendo quatro adolescentes e um adulto. Continua depois da publicidade

O que aconteceu? Duas crianças foram vítimas de estupro coletivo em São Miguel Paulista, bairro na Zona Leste de São paulo, no dia 21 de abril. O crime só chegou ao conhecimento das autoridades no dia 24.

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Familiares teriam demorado a denunciar o caso por medo. Supostos vídeos dos abusos circularam nas redes sociais no período, o que provocou indignação entre moradores da região. A irmã de uma das vítimas soube do ocorrido ao ver as imagens, e procurou a delegacia para registrar a denúncia.

Um ato pedindo justiça foi realizado na tarde de sexta-feira (1º) na localidade. Como estão as vítimas? Depois da identificação das vítimas, o Conselho Tutelar passou a acompanhar o caso através da rede de proteção.

As crianças receberam atendimento e foram encaminhadas a um hospital de referência. As famílias também foram acolhidas por serviços sociais. Continua depois da publicidade Leia também: Vídeo flagrou lutador espancando enteado em BH

Uma das vítimas, de 10 anos, foi levada para um equipamento da prefeitura, junto com a família. A outra, de 7 anos, foi para outro município, onde ficará sob cuidado do pai, com acompanhamento do Conselho Tutelar. O local não é divulgado por proteção das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Alguém foi preso? De acordo com a polícia, o crime envolveu cinco suspeitos, sendo quatro menores de idade. Um adulto de 21 anos foi preso na cidade de Brejões, na Bahia, a noite de sexta-feira (1º).

Três menores de idade foram apreendidos e um quarto adolescente está foragido. Eles serão indiciados por estupro de vulnerável, divulgação de imagem de menor de idade e corrupção de menores. O g1 não localizou a defesa dos envolvidos no caso.

Como estão as investigações? Delegados do 63° Distrito Policial da Vila Jacuí, que investiga o caso, relatam que a família estava sendo pressionada a não prestar queixa.

Continua depois da publicidade — As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa. A família saiu com medo lá da [comunidade]. Mais de noticia

Teve gente que saiu com a roupa do corpo. Então, foi uma dificuldade encontrar essas vítimas. Elas vieram à delegacia, foram ouvidas e as crianças submetidas a exames — disse a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk.

Depois disso, um trabalho de investigação começou para que as famílias e os adolescentes envolvidos fossem identificados. As vítimas foram atraídas pelos agressores, que eram conhecidos, com a fala de que eles iriam para o imóvel onde o crime ocorreu para soltar pipa. — Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles.

Chamaram pra soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha’. Leia também: Panorama Notícias: RS, Amazonas, EUA e Arraial do Cabo no Radar

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Um dos adolescentes disse que era uma brincadeira que acabou escalando, mas a iniciativa de gravar foi do maior. Foi ele quem começou as brincadeiras. Ele começou a gravar no próprio celular e depois pediu para o outro menor que gravasse — afirmou a delegada que atendeu as vítimas.

A polícia também busca saber quem publicou as imagens do crime nas redes sociais. O adulto envolvido no caso teria sido o responsável pelas filmagens. Ele teria passado o vídeo para amigos por plataforma de envio de mensagem, que depois foram compartilhadas nas redes sociais.

Continua depois da publicidade — No primeiro momento a gente tinha a prioridade de identificar os agressores. No 2° momento vamos atrás para saber quem divulgou essas imagens. Com a vinda do maior, ele vai ser ouvido.

E vamos checar pra quem ele passou e quem divulgou esse vídeo nas redes sociais — disse o delegado Júlio Geraldo, titular do 63° DP. O secretário da Segurança Pública do estado, Oswaldo Nico Gonçalves, delegado com décadas de atuação, disse estar chocado com as imagens. — Eu com 45 anos de polícia não consegui ver a cena até o fim.

Assim que souberam do fato, em menos de cinco dias a equipe do 63° DP conseguiu esclarecer o caso. É uma forma de rever a maioridade penal. Quatro menores e um maior fizeram isso.

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