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A segunda edição do estudo "Futebol e Violência Contra a Mulher", elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foi lançado nessa terça-feira, 11 de agosto. O dado a respeito da prática de agressões cometidas por homens contra mulheres em dias de jogos de futebol é estarrecedor. Mas não são apenas eles que contam essa história de horror.
A pesquisa também aponta aumento de 27,4% nos casos de ameaça contra as mulheres em dias de jogos; mulheres na faixa entre 15 e 29 anos são as mais impactadas, com aumento de 44,4% em ameaças e em lesões corporais. Um aumento de 28,9% de ocorrências de lesão corporal dolosa e de 27,4% de ameaças contra mulheres. Leia também: Por que Palmeiras x Cerro foi 'amostra' de problema que Abel vem alertando
Leia no AINotícia: Esporte: Panorama Futebol Brasileiro - Sul-Americana e Mercado
O estudo faz uma análise abrangente da relação entre o calendário brasileiro do futebol e a violência doméstica contra as mulheres e detectou aumentos ainda mais pronunciados de vitimização de mulheres jovens e de violências ocorridas em ambiente doméstico. Em dias de jogos, o aumento em ameaças e em lesões corporais é de 44% A análise é expõe a relação entre registros de ocorrência e resultados de jogos da série A do Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores da América e Copa Sul-Americana em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Os clubes precisam agir de modo a coibir essas violências. Eles têm, ao lado da CBF, a responsabilidade de educar, letrar e ensinar. Um time de futebol é uma instituição pública que mobiliza dinheiro e poder em nome de uma paixão. É obrigação de cada um deles e da Confederação nacional trabalhar por justiça social e não apenas atuar em nome do lucro. Homens precisam ser treinados para lidar com a frustração e para parar de descontar sobre corpos de mulheres a raiva que sentem da vida. O machismo confere aos homens a ilusão de que a masculinidade perdida nas ruas será recuperada sobre algum corpo feminino. O Estado precisa agir, mas é de responsabilidade dos clubes tomarem à frente nessa luta. O que estão esperando? Leia também: Herói do São Paulo, Arboleda cita depressão e pede desculpa após sumiço Mais de esporte
A tentativa de procurar estabelecer de forma empírica a relação entre jogos de futebol e violência não é inédita. A maior parte dos estudos anteriores foi conduzida em países anglo-saxônicos. De forma geral, conclui-se pela existência da relação entre jogos de futebol e violência. No entanto, encontram-se raríssimos estudos dessa natureza aplicados a países em desenvolvimento, particularmente no Brasil.
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