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“Estado vassalo”: CEO de rival da OpenAI faz alerta duro à Europa sobre IA

O alerta foi feito por Arthur Mensch , CEO da startup francesa de IA Mistral, durante uma audiência sobre soberania digital e inteligência artificial realizada na

“Estado vassalo”: CEO de rival da OpenAI faz alerta duro à Europa sobre IA
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“Estado vassalo”: CEO de rival da OpenAI faz alerta duro à Europa sobre IA
CEO da Mistral afirma que Europa tem dois anos para evitar dependência dos EUA em infraestrutura de inteligência artificial
Smartphone mostra logo da Mistral AI enquanto Arthur Mensch aparece desfocado ao fundo.
Arthur Mensch é o CEO da Mistral AI, rival francesa do ChatGPT - Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock
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A Europa tem uma janela de apenas dois anos para evitar uma dependência estrutural das empresas de inteligência artificial (IA) dos Estados Unidos. O alerta foi feito por Arthur Mensch, CEO da startup francesa de IA Mistral, durante uma audiência sobre soberania digital e inteligência artificial realizada na terça-feira na Assembleia Nacional da França.

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As informações são do Business Insider. Segundo o executivo de 33 anos, o continente corre o risco de perder não apenas o controle sobre os modelos de IA, mas também sobre a infraestrutura necessária para operá-los, incluindo energia, chips e centros de dados. Para Mensch, a velocidade dos investimentos norte-americanos pode deixar a Europa em uma posição de dependência tecnológica permanente.

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Close no logotipo da Mistral AI na homepage da empresa, que atingiu status de unicórnio
CEO da Mistral acredita que a Europa precisa reagir em investimentos em IA, ou pode se tornar dependente da tecnologia dos Estados Unidos – Imagem: Robert Way/Shutterstock

CEO da Mistral fala em “estado vassalo”

Durante a audiência, Arthur Mensch afirmou que a definição do futuro europeu no setor de inteligência artificial acontecerá nos próximos dois anos. O fundador da Mistral disse que, caso a Europa continue importando serviços digitais dos Estados Unidos sem desenvolver sua própria infraestrutura, poderá se tornar um “estado vassalo” das empresas americanas.

“Assim que o fornecimento for monopolizado por atores americanos, de repente não teremos mais fornecimento e não poderemos mais transformar elétrons em tokens”, afirmou o executivo, em referência ao uso de poder computacional para gerar respostas por IA. Leia também: Não é impermeabilizante de loja: o produto caseiro que sela rachaduras finas

A Mistral, considerada uma das startups de IA mais financiadas da Europa e concorrente da OpenAI, tem defendido a ideia de soberania digital europeia como parte central de sua estratégia de código aberto. Mensch afirmou recentemente que governos demonstram interesse crescente em sistemas de IA que possam controlar sem depender das gigantes de tecnologia dos EUA.

Corrida por energia, chips e data centers

Segundo o CEO da Mistral, a disputa global pela liderança em IA está cada vez mais ligada ao acesso à infraestrutura física necessária para sustentar os modelos avançados de inteligência artificial.

Mensch afirmou que empresas americanas já estão garantindo acesso estratégico a recursos como energia, semicondutores e capacidade de data centers. Na avaliação dele, a Europa pode ficar para trás de forma definitiva caso não acelere seus investimentos.

“Os americanos vão investir um trilhão de dólares no próximo ano”, disse. “Quem controla os chips, quem controla os elétrons, quem tem acesso massivo à energia, é quem vence.” Mais de tecnologia

A startup francesa também anunciou recentemente uma parceria com o Groupe Caisse des Dépôts, instituição pública de investimentos apoiada pelo Estado francês. O acordo tem foco em fortalecer a infraestrutura europeia de IA generativa e de computação com GPUs.

Mistral quer ampliar capacidade computacional

Fundada em 2023 por ex-pesquisadores da Meta e da DeepMind, a Mistral alcançou uma avaliação de aproximadamente US$ 13,6 bilhões e se consolidou como uma das principais empresas europeias do setor de IA. Leia também: Cientistas alertam FIFA sobre calor extremo na Copa de 2026

Arthur Mensch afirmou que a companhia pretende construir até 2029 uma capacidade computacional equivalente a um gigawatt para aplicações de inteligência artificial. Ainda assim, ele indicou que o continente precisará de investimentos muito maiores em infraestrutura.

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O executivo também criticou o cenário regulatório europeu e os mercados de capital fragmentados da região. Segundo ele, essas características dificultam o crescimento de startups quando comparadas ao ambiente dos Estados Unidos.

“Se não nos movermos rápido o suficiente, acabaremos em uma situação em que não teremos mais escolha”, afirmou Mensch. “Em um mundo onde você importa todos os seus serviços digitais dos Estados Unidos, você não tem influência sobre os Estados Unidos.”

Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Tags: Europa Inteligência Artificial Mistral Mistral AI

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