Resposta do Irã deixa mortos e aumenta escalada com EUA após rompimento
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Crédito, Getty Images
- Author, James Landale
- Role, Correspondente diplomático em Moscou, Rússia
- Published Há 41 minutos
- Tempo de leitura: 6 min
Se você quiser entender como a crise de combustíveis atinge a Rússia, basta passar um dia dirigindo por Moscou, a capital do país. Em praticamente todos os postos de gasolina por onde a BBC passou havia filas de carros e caminhões. Algumas eram longas, outras curtas; algumas mal andavam, enquanto outras avançavam aos poucos.
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Quando não havia fila, era porque o posto tinha ficado sem combustível e estava fechado.
Vale lembrar: esta é Moscou, a rica e populosa capital russa que concentra boa parte dos recursos do país. Mesmo ali, as autoridades não conseguem garantir gasolina e diesel suficientes para manter os motoristas abastecidos.
Nas filas, havia mais frustração do que revolta. Yekaterina disse que estava "insatisfeita" e que havia "pânico porque todo mundo acha que o combustível vai acabar". Mas, segundo ela, tudo ficará bem. "Só precisamos reorganizar a distribuição de combustível." Leia também: Criadora do ChatGPT diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque
Para Elmar, a situação era "muito ruim". Ele reclamou da alta dos preços à medida que os estoques diminuem. "Você perde horas para conseguir abastecer", afirmou. "Estou planejando uma viagem para o Daguestão, mas não sei se devo ir de carro por causa de todos esses problemas com combustível."
Perguntei a ele quem era o responsável pela situação. "No nosso país, não se pode dizer o que é culpado nem quem é culpado", respondeu, com um sorriso malicioso.
Na Rússia, criticar em público o presidente, Vladimir Putin, ou mesmo o Kremlin, sede e metonímia do governo russo, não é algo que a maioria das pessoas se sinta à vontade para fazer.
Valery disse achar estranho enfrentar filas em um país que produz tanto petróleo. Para ele, a culpa é tanto da falta de preparação da Rússia quanto dos mísseis ucranianos. "Não quero me acostumar com filas", afirmou. "Espero que a situação mude logo e não continue assim."
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Putin tem se esforçado para poupar a maior parte da população das consequências do que chama de "operação militar especial" (no caso, a invasão em larga escala da Ucrânia), que já entra em seu quinto ano. Nas ruas de Moscou, há poucos sinais de conflito, apenas alguns cartazes exaltando soldados apresentados como heróis.

Crédito, Reuters
Mas o que tem sido mais difícil para as autoridades ignorarem é o número cada vez maior de ataques ucranianos com drones e mísseis em pleno território russo. Os alvos incluem refinarias de petróleo, enquanto explosões já escureceram o céu de Moscou e de São Petersburgo.
A isso se somam os bloqueios da internet, que restringem a circulação de informações, e, agora, a escassez de combustíveis.
A Rússia, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, enfrenta dificuldades para refinar combustível suficiente para atender à demanda interna.
Andrei, que enfrentava a fila pela primeira vez ao lado da esposa, Yekaterina, atribuiu a crise ao que chamou de "geopolítica" e reconheceu que a situação pode piorar.


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