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Escala 6x1: entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo

Proposta reduz jornada de 44 para 40 horas e prevê dois descansos semanais, mas folgas poderão ser distribuídas em outros dias da semana

Escala 6x1: entenda por que mudança não garante folgas fixas no sábado e domingo

Proposta reduz jornada de 44 para 40 horas e prevê dois descansos semanais, mas folgas poderão ser distribuídas em outros dias da semana.


  • A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. O texto agora segue para análise do Senado.

  • A redução da jornada será gradual: as primeiras duas horas deverão ser cortadas em até dois meses após a promulgação da proposta, e as duas horas restantes em até 12 meses depois dessa primeira etapa.

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  • A proposta também prevê ao menos duas folgas semanais remuneradas, preferencialmente aos sábados e domingos, mas isso não significa garantia de descanso fixo no fim de semana.

  • Especialistas explicam que as folgas poderão ser distribuídas em outros dias da semana, dependendo do setor, da atividade da empresa e de acordos coletivos entre empregadores e trabalhadores.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias para ter um de descanso.

O texto será encaminhado ao Senado. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte no salário, e prevê uma implementação gradual em até 14 meses após a promulgação da PEC.

Conforme o texto, a redução da jornada ocorrerá em duas etapas:

  • • as primeiras duas horas deverão ser reduzidas em até dois meses após a promulgação da PEC;
  • • as duas horas restantes deverão ser implementadas em até 12 meses após a conclusão da primeira etapa.

Já o fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais — preferencialmente aos domingos — entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. Mais de politica

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Mesmo sem definição final, a proposta já levanta dúvidas entre trabalhadores sobre como ficarão as folgas, escalas e a rotina nas empresas.

Muitas pessoas tem interpretado que o fim da escala 6x1, com a redução da jornada para 40 horas semanais e adoção da escala 5x2, vai garantir folgas obrigatórias aos sábados e domingos — mas não é isso que o projeto prevê. Leia também: Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro e tarifaço dos EUA dividem opiniões

Segundo o advogado trabalhista Antonio Vasconcellos Junior, a proposta do governo Lula estabelece que o trabalhador terá direito a dois descansos semanais remunerados de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos, assim como já prevê a legislação atual.

Na prática, isso significa que essas folgas não precisam, necessariamente, coincidir com o fim de semana. O trabalhador pode folgar, por exemplo, na terça e na quinta-feira e ainda assim estar dentro da regra.
— Antonio Vasconcellos Junior, sócio-fundador do AVJ Advogados.

Ele ainda explica que “o essencial é que sejam assegurados dois períodos de descanso semanal, cada um com 24 horas consecutivas, independentemente dos dias em que ocorram”, afirma o advogado trabalhista.

O advogado trabalhista Maurício Corrêa da Veiga complementa que a legislação atual já assegura um descanso semanal de 24 horas, preferencialmente aos domingos — mas não obrigatoriamente.

Na prática, isso permite que as empresas distribuam as folgas ao longo da semana, sobretudo em atividades que funcionam de forma contínua, como comércio, saúde e serviços.

Ou seja: a forma como as folgas serão distribuídas dependerá do setor, do tipo de atividade da empresa e dos acordos coletivos firmados entre empregadores e trabalhadores.

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