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Entidades entregam ao governo propostas para convenção tributária da ONU

Entidades da sociedade civil entregaram ao governo brasileiro sugestões para a nova etapa de discussões da Convenção Tributária da ONU, que termina na próxima quinta (13)

Entidades entregam ao governo propostas para convenção tributária da ONU

Entidades da sociedade civil entregaram ao governo brasileiro sugestões para a nova etapa de discussões da Convenção Tributária da ONU, que termina na próxima quinta (13). A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Cooperação Fiscal Internacional é um tratado em discussão voltado para tornar as regras tributárias globais mais inclusivas e eficazes. O Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal), ao lado de Oxfam Brasil, Inesc, Tax Justice, Transforma/Unicamp, Greenpeace, Plataforma Justa e Observatório Brasileiro do Sistema Tributário, formulou o material levado ao governo brasileiro.

A 5ª Sessão do Comitê de Negociação Intergovernamental ocorre em Nova York. O encontro visa debater e redigir o texto-base e protocolos iniciais sobre tributação de serviços prestados por empresas estrangeiras em outros territórios, taxação de pessoas de altíssima renda e financiamento da transição ecológica, entre outros temas. Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional, cita quatro pilares para um futuro acordo: a criação de registro global de ativos, a identificação de beneficiários finais de empresas e outras estruturas jurídicas, a troca automática de informações entre autoridades e o combate aos fluxos financeiros ilícitos.

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O objetivo é fechar brechas usadas para sonegação e evasão tributária transfronteiriça e permitir a cobrança de impostos nas jurisdições adequadas. "É conseguir identificar para onde o dinheiro foi, para onde os lucros foram deslocados", afirma. A partir desta identificação, seria possível desenhar um modelo de tributação compartilhada.

Ele explica que o Registro Global de Ativos no sistema financeiro internacional é uma espécie de cartório financeiro internacional, que mapeia todas as operações globais e seus beneficiários finais pessoas físicas. Segundo o presidente do Sindifisco, um acordo global com ampla adesão também ajudaria a mostrar o volume de recursos que fogem para paraísos fiscais. "

É isso que se busca, um acordo internacional em que operações que ocorram de forma transnacional sejam tributadas a partir do lucro global, e a tributação seja distribuída a partir de critérios combinados entre os países. A condição para isso ser efetivo é que a gente tenha esses mecanismos. "

Carolina Gonçalves, coordenadora de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, destaca o esforço do governo brasileiro para democratizar esse debate, tradicionalmente restrito a círculos técnicos. Ela também cita os princípios de que a tributação deve ser orientada por justiça fiscal, indo além da eficiência econômica, da coordenação entre países e do intercâmbio de informações. A agenda defendida inclui ainda marcadores sociais, como raça e gênero. Mais de economia

Para a coordenadora da Oxfam Brasil, a destinação das receitas tributárias internacionais precisa considerar também a redistribuição global da riqueza, e não beneficiar apenas os países onde a renda é gerada ou que já concentram maior arrecadação. Ela afirma que, apesar dos desafios geopolíticos atuais, estabelecer marcos multilaterais é essencial. " Leia também: Economia: Panorama da semana com inflação nos EUA e restrições da Anvisa

A Convenção Tributária da ONU é uma ferramenta ambiciosa. Ela é tão desafiadora como é urgente", afirma. "

É justamente por não ser o melhor momento geopolítico, que se torna o momento mais necessário [para essa discussão]. " Comentários

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