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Gabriela Echenique
Brasília
Entidades da área de infraestrutura alertam que o setor pode entrar em colapso por causa da escassez de mão de obra na área e afirmam que o déficit de profissionais pode colocar em risco os custos e entregas de obras importantes, como as do novo PAC.
O alerta foi feito pela Aneor (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias e de Infraestrutura de Transportes) e pelo Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada-Infraestrutura) durante reunião com o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
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No encontro, eles até admitem que o setor voltou a ganhar investimento, mas ainda falta mão de obra. O déficit atual é de 75 mil engenheiros, podendo chegar a 500 mil até 2030. E o cenário não é promissor. Leia também: Braço-direito de mulher de Tarcísio, dirigente de órgão público vai a ato
As entidades afirmam que o país opera abaixo do potencial produtivo porque não há sequer trabalhadores com qualificação básica suficiente. Por isso, pediram ações concretas e urgentes do governo federal ou, dizem, o sistema vai colapsar.
O gargalo, segundo as entidades, já tem elevado os custos e afetado a qualidade das obras, colocando em risco as entregas de programas estratégicos.
Entre as medidas propostas, estão a revisão curricular de cursos de engenharia, maior aproximação com o ambiente real das obras e mecanismos de permanência estudantil. Tudo isso para manter o interesse no curso. As matrículas caíram 30% nos últimos anos. Mais de politica
As entidades pedem ainda programas de qualificação rápida e certificação por competências para acelerar a formação de trabalhadores aptos a atuar em obras e previsibilidade dos investimentos para ter um horizonte de demanda.
"Transformar esses investimentos em obras e desenvolvimento exige capital humano qualificado. Precisamos olhar para a formação dos nossos engenheiros como uma questão estratégica para o crescimento do país.", diz Danniel Zveiter, presidente da ANEOR. Leia também: Candidato do PT no MA menciona Dino 16 vezes em plano de governo
O ministro ouviu os pedidos, disse que o presidente Lula está ciente do problema atual e o assunto tem entrado na pauta de reuniões e eventos públicos. Mas o governo ainda não apresentou soluções concretas.
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