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O sindicato de atores SAG-AFTRA e a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP) chegaram a um consenso para a assinatura de um novo contrato de quatro anos, adiantou o Deadline.
O acordo, liderado por Sean Astin (na parte do sindicato dos atores) e Greg Hessinger (pela entidade dos estúdios), é descrito como um pacto “injetado de capital”. E ocorre após uma rodada intensa de conversas que durou uma semana.
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O novo documento, publicado no site do SAG-AFTRA no sábado (02), garante uma contribuição financeira considerável ao fundo de pensão dos profissionais e estabelece medidas de regulamentação para o uso de inteligência artificial (IA). Leia também: Olhar do Amanhã: Brasil tem condições de criar uma IA nacional?
Regras para IA e reforço nas aposentadorias garantem a paz entre atores e estúdios
A maior queda de braço da negociação envolveu a IA generativa, tecnologia capaz de clonar vozes e rostos de artistas.
O diretor do SAG-AFTRA, Duncan Crabtree-Ireland, manteve uma postura irredutível: o sindicato não aceitaria um contrato de longa duração sem proteções rígidas que impedissem os estúdios de substituir o trabalho humano de forma descontrolada.
No campo econômico, o foco foi a proteção social dos profissionais. A AMPTP cedeu e fará uma contribuição financeira massiva ao fundo de pensão, atendendo a uma queixa histórica sobre a precariedade dos ganhos na era do streaming.

Esse reforço no caixa é considerado fundamental para garantir a estabilidade financeira dos atores diante dos novos modelos de distribuição digital. Mais de tecnologia
O pacto segue o rastro de vitórias recentes do sindicato dos roteiristas (WGA), que também conquistou garantias contra a tecnologia e aumentos nos pagamentos de resíduos digitais em abril.
O acordo dos escritores foi ratificado com 90% de aprovação. E serve de referência estratégica para que os atores consigam termos mais vantajosos agora. Leia também: O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk
Com o fim deste impasse, os holofotes da indústria se voltam para o sindicato dos diretores (DGA), que é o último grande grupo de Hollywood sem um novo termo assinado.
As conversas oficiais entre diretores e estúdios estão marcadas para começar em 11 de maio. Até lá, o clima entre produtores e artistas é de colaboração para retomar os cronogramas de produções paralisados em 2026.
Pedro Spadoni
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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