Propriedades incluídas na lista são as fazendas Sucupira e Cabreúva, do empresário Aristides Formighieri Junior, que utiliza o mesmo CNPJ nos dois locais, e ficam em Rio Branco e no Bujari.
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Duas fazendas do Acre foram enquadradas na "lista suja" de empresas que submeteram trabalhadores a situação análoga à escravidão.
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Levantamento foi atualizado nessa segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
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Propriedades incluídas na lista são fazendas do empresário Aristides Formighieri Junior, que utiliza o mesmo Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) nos locais.
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Empresário já recebeu o título de cidadão acreano em 2007, e foi empossado como vice-presidente do sindicato do setor cerâmico da Fieac em 2015.
Ministério do Trabalho e Emprego atualiza periodicamente lista de empregadores condenados por infrações — Foto: Arquivo/Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho Leia também: Servidor público morre atropelado após briga em Juazeiro do Norte; suspeito é preso
Duas fazendas do Acre foram enquadradas na 'lista suja' de empregadores que submeteram trabalhadores a situação análoga à escravidão. O levantamento foi atualizado nessa segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
As propriedades incluídas na lista são fazendas do empresário Aristides Formighieri Junior, que utiliza o mesmo Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) nos locais. O g1 entrou em contato com um dos estabelecimentos em que Aristides é sócio e aguarda retorno.
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Conforme o levantamento do MTE, a primeira fazenda está localizada no km 56 da Transacreana, zona rural de Rio Branco e está registrada como Fazenda Sucupira. Já a segunda fica no km 10 de Bujari, interior do Acre, registrada como Fazenda Cabreúva. Mais de noticia
Saiba o que é trabalho escravo
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O MTE também publica relatórios sobre as autuações feitas e com os relatos das situações encontradas nos locais fiscalizados. Contudo, ainda não constam os casos envolvendo as fazendas de Formighieri Jr.
O empresário chegou a receber o título de cidadão acreano em 31 de dezembro de 2007, época em que o estado era governado por Binho Marques (PT). Já em 2015, o pecuarista foi empossado como vice-presidente do sindicato do setor cerâmico da Federação das Indústrias do Acre (Fieac).
Com a atualização, foram adicionados 169 novos empregadores ao cadastro nacional, representando um aumento de 6,2% em relação à última atualização. Com isso, o total de empregadores listados passa a cerca de 613. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas (pessoas jurídicas).
📃 Criada em 2023, a lista suja é publicada semestralmente e pretende dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo. Ela foi reconhecida em 2020 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como uma medida de apoio à Lei de Acesso à Informação.
Pessoas resgatadas
Em 2025, o Acre teve 19 pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão, segundo dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número colocou o estado na primeira colocação da região Norte, à frente do Pará (17 resgates).
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